Falta de diesel leva cidades do RS a decretar emergência; safra é a mais afetada
Municípios enfrentam dificuldades no abastecimento, redução de ônibus e prejuízos no escoamento de grãos
Aline Schneider
Cidades do Rio Grande do Sul decretaram situação de emergência por causa da falta de diesel, que já afeta o transporte público e o escoamento da produção agrícola. O problema também tem provocado aumento nos preços e preocupação entre autoridades locais.
Em São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre, os ônibus passaram a circular com frota reduzida nos horários de menor movimento.
Já no interior do estado, os municípios de Formigueiro e Tupanciretã decretaram situação de emergência devido à escassez do combustível. As cidades afetadas têm forte dependência do agronegócio.
Sem diesel suficiente, produtores enfrentam dificuldades para transportar grãos, o que pode gerar prejuízos e atrasar o abastecimento de alimentos.
O que diz o governo federal?
O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que o desabastecimento em algumas regiões está ligado à especulação de mercado.
Segundo ele, quando há expectativa de aumento no preço, fornecedores podem segurar o produto para vender mais caro depois, o que reduz a oferta em determinadas regiões.
Além do transporte público afetado, serviços municipais também começaram a ser limitados. Em Boa Vista do Buricá, no noroeste gaúcho, a prefeitura informou que vai priorizar apenas serviços essenciais.
O prefeito da cidade afirmou que o preço do diesel subiu até 30% nos últimos dias, o que compromete as contas públicas e pode afetar o funcionamento da administração.
Se o abastecimento não for normalizado, a tendência é de mais restrições no transporte, aumento de custos no campo e possível impacto no preço dos alimentos.
Autoridades monitoram a situação e buscam alternativas para garantir o fornecimento do combustível.









