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Irã libera passagem de navios 'não hostis' no Estreito de Ormuz

Governo definiu tais embarcações como aquelas que não participam nem apoiam atos de agressão contra o país ou pertencem aos EUA ou Israel

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Navio navega perto do Estreito de Ormuz | Foto: Reuters/Stringer

O Irã informou à Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), agência especializada das Nações Unidas, que navios "não hostis" podem passar com segurança pelo Estreito de Ormuz. A rota marítima, por onde passam 20% do petróleo mundial, está fechada para petroleiros desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

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Em carta enviada aos membros da IMO no domingo (22), o Ministério das Relações Exteriores do Irã definiu embarcações não hostis como aquelas que "não participam nem apoiam atos de agressão contra o Irã" ou pertencem aos Estados Unidos ou a Israel. O órgão ressaltou que as embarcações precisam provar que não apoiam atos de agressão contra o país, sem especificar como esse processo se daria na prática.

Ainda na carta, o Irã afirmou que os navios que atravessassem o estreito teriam que "cumprir integralmente as normas de segurança declaradas", mas não especificou nenhuma regra. O documento reforça que "o restabelecimento completo da segurança e da estabilidade sustentável no estreito depende da cessação da agressão militar e das ameaças".

Segundo fontes que conversaram com o jornal "The New York Times" sob condição de anonimato, os EUA enviaram ao Irã uma proposta de um plano de paz com 15 pontos para encerrar a guerra. Não ficou claro se o documento havia sido compartilhado entre as autoridades iranianas e se o Irã o aceitaria como base para negociações.

Por ora, não há indícios de que a guerra vá cessar em breve; autoridades israelenses afirmaram esperar que ela continue por semanas. Em comunicado, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, reconheceu que a diplomacia estava em andamento, mas disse que, enquanto essa possibilidade avança, "a Operação Epic Fury [ofensiva militar EUA-Israel] continua sem cessar".

A grande queda nas exportações de petróleo e gás da região do Golfo vem causando problemas econômicos sérios no mundo todo, principalmente na Ásia. Diversos países do continente, como Filipinas, Camboja, Índia, Sri Lanka e Japão, enfrentam aumento de preços, escassez e até racionamento para conter o impacto.

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