Adesão a mecanismos contra o suborno cresce 1.200% no Brasil
Certificações da norma ISO 37001 foram puxadas sobretudo pelos setores de engenharia civil, infraestrutura e petróleo e gás, segundo o ISO Survey Report
SBT News
A ISO 37001 é uma norma internacional que estabelece padrões para orientar empresas a criarem sistemas internos de gestão antissuborno | Reprodução
O número de empresas brasileiras certificadas com a norma ISO 37001, voltada à prevenção e combate ao suborno, cresceu 1.200% no setor privado, segundo dados do relatório ISO Survey Report. O avanço é duas vezes maior que a média global, de 600%, com destaque para os setores de construção civil, infraestrutura e petróleo e gás.
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A ISO 37001 é uma norma internacional que estabelece padrões para orientar empresas a criarem sistemas internos de gestão antissuborno. Na prática, determina procedimentos para identificar riscos de corrupção, estabelecer controles internos, treinar funcionários, investigar suspeitas e criar mecanismos para prevenir que a empresa ofereça ou aceite vantagens indevidas.
A norma não significa que uma empresa certificada esteja livre de corrupção ou que nunca tenha cometido uma irregularidade, mas sim que implementou um conjunto de processos e controles considerados adequados para prevenir, detectar e responder a práticas de suborno. A avaliação é feita por organismos de certificação, que verificam se o sistema adotado pela empresa atende aos requisitos da ISO 37001.
Entre as medidas previstas estão a avaliação de riscos de suborno, procedimentos de diligência sobre parceiros e terceiros, controles financeiros e comerciais, políticas para presentes e hospitalidades, canais para comunicação de suspeitas e mecanismos de investigação. A norma também prevê o comprometimento da alta direção com a política antissuborno e a designação de responsabilidades para a área encarregada de acompanhar o sistema.
A ISO 37001 pode ser aplicada por empresas privadas, órgãos públicos e outras organizações, independentemente de tamanho ou setor. O objetivo é criar uma estrutura de prevenção que não dependa apenas de regras genéricas de conduta, mas seja incorporada aos processos de gestão da instituição.
Conforme o ISO Survey Report, apesar do crescimento, o Brasil ainda representa uma parcela reduzida das certificações registradas mundialmente: em 2024, foram 186 emissões da ISO 37001 no país dentre 9.952 no mundo – ou 1,87% do total. Ainda assim, o país aparece na oitava posição do ranking liderado por Itália, Peru e Coreia do Sul.
ExpoCompliance
O avanço da adesão será um dos temas da ExpoCompliance 2026, de 18 a 20 de agosto, no Centro de Eventos São Luís, em São Paulo. O encontro é organizado pela Escola Superior de Ética Corporativa, Negócios e Inovação (ESENI) e prevê a participação de 200 palestrantes, 3 mil congressistas e 50 expositores em 10 eventos simultâneos.
Uma das novidades será a Arena IGCP, no auditório 4. Serão sete paineis que tratarão de assuntos como liderança feminina na governança pública, compliance municipal, saúde pública, segurança e defesa civil, além de ESG, gestão de riscos e inteligência artificial aplicada a políticas públicas.
A organização fica a cargo do Instituto Latino-Americano de Governança e Compliance Público (IGCP), braço técnico do Programa Nacional de Governança Pública (Pronagov), referência na capacitação e certificação de gestores; e da Rede Governança Brasil (RGB), associação sem fins lucrativos que dissemina práticas de boa governança e gestão ética e transparente via comitês formados por técnicos, gestores e voluntários.
Adesão a mecanismos contra o suborno cresce 1.200% no BrasilCertificações da norma ISO 37001 foram puxadas sobretudo pelos setores de engenharia civil, infraestrutura e petróleo e gás, segundo o ISO Survey Report
Economia2026-08-10T18:54:48.449ZO número de empresas brasileiras certificadas com a norma ISO 37001, voltada à prevenção e combate ao suborno, cresceu 1.200% no setor privado, segundo dados do relatório . O avanço é duas vezes maior que a média global, de 600%, com destaque para os setores de construção civil, infraestrutura e petróleo e gás. A ISO 37001 é uma norma internacional que estabelece padrões para orientar empresas a criarem sistemas internos de gestão antissuborno. Na prática, determina procedimentos para identificar riscos de corrupção, estabelecer controles internos, treinar funcionários, investigar suspeitas e criar mecanismos para prevenir que a empresa ofereça ou aceite vantagens indevidas. A norma não significa que uma empresa certificada esteja livre de corrupção ou que nunca tenha cometido uma irregularidade, mas sim que implementou um conjunto de processos e controles considerados adequados para prevenir, detectar e responder a práticas de suborno. A avaliação é feita por organismos de certificação, que verificam se o sistema adotado pela empresa atende aos requisitos da ISO 37001. Entre as medidas previstas estão a avaliação de riscos de suborno, procedimentos de diligência sobre parceiros e terceiros, controles financeiros e comerciais, políticas para presentes e hospitalidades, canais para comunicação de suspeitas e mecanismos de investigação. A norma também prevê o comprometimento da alta direção com a política antissuborno e a designação de responsabilidades para a área encarregada de acompanhar o sistema. A ISO 37001 pode ser aplicada por empresas privadas, órgãos públicos e outras organizações, independentemente de tamanho ou setor. O objetivo é criar uma estrutura de prevenção que não dependa apenas de regras genéricas de conduta, mas seja incorporada aos processos de gestão da instituição. Conforme o ISO Survey Report, apesar do crescimento, o Brasil ainda representa uma parcela reduzida das certificações registradas mundialmente: em 2024, foram 186 emissões da ISO 37001 no país dentre 9.952 no mundo – ou 1,87% do total. Ainda assim, o país aparece na oitava posição do ranking liderado por Itália, Peru e Coreia do Sul. ExpoCompliance O avanço da adesão será um dos temas da , de 18 a 20 de agosto, no Centro de Eventos São Luís, em São Paulo. O encontro é organizado pela Escola Superior de Ética Corporativa, Negócios e Inovação (ESENI) e prevê a participação de 200 palestrantes, 3 mil congressistas e 50 expositores em 10 eventos simultâneos. Uma das novidades será a Arena IGCP, no auditório 4. Serão sete paineis que tratarão de assuntos como liderança feminina na governança pública, compliance municipal, saúde pública, segurança e defesa civil, além de ESG, gestão de riscos e inteligência artificial aplicada a políticas públicas. A organização fica a cargo do Instituto Latino-Americano de Governança e Compliance Público (IGCP), braço técnico do Programa Nacional de Governança Pública (Pronagov), referência na capacitação e certificação de gestores; e da Rede Governança Brasil (RGB), associação sem fins lucrativos que dissemina práticas de boa governança e gestão ética e transparente via comitês formados por técnicos, gestores e voluntários. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/adesao-a-mecanismos-contra-o-suborno-cresce-1-200-no-brasil
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