Esposa de Moraes nega ter recebido jatinho de Vorcaro
Viviane Barci diz que não tinha outro contrato com dono do Master; para PF, advogada tinha 2º negócio de R$ 50 mi e recebeu cotas de aeronaves como pagamento
SBT News
A advogada Viviane Barci de Moraes | Agência Brasil
O escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (1º) a existência de um segundo contrato firmado para prestar consultoria jurídica ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. O negócio consta em relatório da investigação da Polícia Federal (PF) tornado público pelo ministro André Mendonça.
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O primeiro contrato, de R$ 130 milhões, já havia sido tornado público pela investigação e confirmado pela advogada. Agora, a PF diz que um segundo acordo teria sido firmado pelo escritório Barci de Moraes com a empresa Vikings Participações Ltda., ligada a Vorcaro, no valor de R$ 50 milhões por 3 anos de prestação de serviços.
Segundo o documento, a transferência seria feita por meio de uma operação que oculta o destinatário final para evitar um "risco reputacional" ao ministro. Mas, em vez de dinheiro, o pagamento teria sido feito por meio de transferências de cotas de um avião Legacy 650, no valor de US$ 5.512.951,89, e de um helicóptero EC 155 B1, de US$ 1.335.014,01.
Em nota, Barci de Moraes afirmou que o escritório firmou só um contrato de prestação de serviços e que não recebeu qualquer transferência porque o negócio nunca foi assinado.
“O escritório possuía somente uma contratação com o Master e nega qualquer transferência ou substituição do contrato. A proposta do Banco Master não foi aceita, nada foi assinado e o contrato original foi extinto com a liquidação do banco, o que encerrou qualquer vínculo com a instituição", disse.
Entenda
Conforme a PF, as cotas das aeronaves faziam parte do pagamento de R$ 50 milhões de Vorcaro à família do ministro. As transações seria conhecidas por Moraes, que teria editado o contrato de Vorcaro com o escritório. Em troca, protegeria o então banqueiro nos bastidores da Justiça.
Para manter a discrição, as cotas dos aviões teriam que ser transferidas da Fraction, uma empresa administrada pela PrimeYou, de Vorcaro. Na troca de mensagens de Vorcaro, um de seus sócios, identificado como Marcos Prime, menciona o cuidado em ocultar os nomes dos familiares do ministro: "O escritório deles não pode ser parte do contrato, não pode ter participação em empresas", orienta.
Para contornar o problema, a defesa do empresário propôs ao menos três modelos contratuais distintos para mascarar a real titularidade dos bens. Conforme trocas de mensagens entre os executivos da Prime You, a solução acordada para ocultar o CNPJ do escritório Barci de Moraes foi migrar o registro formal da transação para outra empresa do mesmo grupo, denominada "Lux".
Em julho de 2025, Vorcaro perguntou a Marcos sobre a transferência das aeronaves para a família do ministro. Em um dos prints anexados ao relatório policial, o sócio do ex-banqueiro envia uma mensagem a Viviane de Moraes perguntando se o grupo estava aproveitando as aeronaves, ao que ela responde: "Sim, estamos gostando muito".
O que diz Viviane Barci
Em nota anterior, o escritório de Viviane havia dito que Moraes só mediou o primeiro contrato depois que se comprovou a inexistência de "qualquer impedimento legal" por sua condição como esposa de um ministro do Supremo.
Leia a nota:
"Em virtude da abrangência do pedido de contratação de prestação de serviços advocatícios pelo Banco Master ao BARCI DE MORAES, o setor de compliance do escritório, como faz em outros casos semelhantes, solicitou informações ao Ministro Alexandre de Moraes, na condição de marido da sócia diretora do referido escritório, sobre a eventual existência de impedimentos legais para a contratação nos termos propostos na minuta contratual, tais como ações no STF sobre sua relatoria ou mesmo participação em julgamentos de interesse do possível cliente
Diante da inexistência de previsão de atuação no STF ou de qualquer impedimento legal, uma vez que o Ministro Alexandre de Moraes jamais julgou qualquer causa envolvendo o Banco Master, o contrato foi assinado e os serviços advocatícios devidamente prestados".
Esposa de Moraes nega ter recebido jatinho de VorcaroViviane Barci diz que não tinha outro contrato com dono do Master; para PF, advogada tinha 2º negócio de R$ 50 mi e recebeu cotas de aeronaves como pagamento
Política2026-09-01T20:04:55.124ZO escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (1º) a existência de um segundo contrato firmado para prestar consultoria jurídica ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. O negócio consta em relatório da investigação da Polícia Federal (PF) tornado público pelo ministro André Mendonça. O primeiro contrato, de R$ 130 milhões, já havia sido tornado público pela investigação e confirmado pela advogada. Agora, a PF diz que um segundo acordo teria sido firmado pelo escritório Barci de Moraes com a empresa Vikings Participações Ltda., ligada a Vorcaro, no valor de R$ 50 milhões por 3 anos de prestação de serviços. + Segundo o documento, a transferência seria feita por meio de uma operação que oculta o destinatário final para evitar um "risco reputacional" ao ministro. Mas, em vez de dinheiro, o pagamento teria sido feito por meio de transferências de cotas de um avião Legacy 650, no valor de US$ 5.512.951,89, e de um helicóptero EC 155 B1, de US$ 1.335.014,01. Em nota, Barci de Moraes afirmou que o escritório firmou só um contrato de prestação de serviços e que não recebeu qualquer transferência porque o negócio nunca foi assinado. “O escritório possuía somente uma contratação com o Master e nega qualquer transferência ou substituição do contrato. A proposta do Banco Master não foi aceita, nada foi assinado e o contrato original foi extinto com a liquidação do banco, o que encerrou qualquer vínculo com a instituição", disse. Entenda Conforme a PF, as cotas das aeronaves faziam parte do pagamento de R$ 50 milhões de Vorcaro à família do ministro. As transações seria conhecidas por Moraes, que teria editado o contrato de Vorcaro com o escritório. Em troca, protegeria o então banqueiro nos bastidores da Justiça. Para manter a discrição, as cotas dos aviões teriam que ser transferidas da Fraction, uma empresa administrada pela PrimeYou, de Vorcaro. Na troca de mensagens de Vorcaro, um de seus sócios, identificado como Marcos Prime, menciona o cuidado em ocultar os nomes dos familiares do ministro: "O escritório deles não pode ser parte do contrato, não pode ter participação em empresas", orienta. Para contornar o problema, a defesa do empresário propôs ao menos três modelos contratuais distintos para mascarar a real titularidade dos bens. Conforme trocas de mensagens entre os executivos da Prime You, a solução acordada para ocultar o CNPJ do escritório Barci de Moraes foi migrar o registro formal da transação para outra empresa do mesmo grupo, denominada "Lux". Em julho de 2025, Vorcaro perguntou a Marcos sobre a transferência das aeronaves para a família do ministro. Em um dos prints anexados ao relatório policial, o sócio do ex-banqueiro envia uma mensagem a Viviane de Moraes perguntando se o grupo estava aproveitando as aeronaves, ao que ela responde: "Sim, estamos gostando muito". O que diz Viviane Barci Em nota anterior, o escritório de Viviane havia dito que Moraes só mediou o primeiro contrato depois que se comprovou a inexistência de "qualquer impedimento legal" por sua condição como esposa de um ministro do Supremo. Leia a nota: "Em virtude da abrangência do pedido de contratação de prestação de serviços advocatícios pelo Banco Master ao BARCI DE MORAES, o setor de compliance do escritório, como faz em outros casos semelhantes, solicitou informações ao Ministro Alexandre de Moraes, na condição de marido da sócia diretora do referido escritório, sobre a eventual existência de impedimentos legais para a contratação nos termos propostos na minuta contratual, tais como ações no STF sobre sua relatoria ou mesmo participação em julgamentos de interesse do possível cliente Diante da inexistência de previsão de atuação no STF ou de qualquer impedimento legal, uma vez que o Ministro Alexandre de Moraes jamais julgou qualquer causa envolvendo o Banco Master, o contrato foi assinado e os serviços advocatícios devidamente prestados".São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/esposa-de-moraes-nega-ter-recebido-jatinho-de-vorcaro
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