Lula critica bets e promete nova reunião nesta semana
Governo avalia que regras atuais não foram suficientes para conter endividamento, dependência e outros efeitos das apostas sobre a população
Caio Barcellos
Presidente Lula (PT) discursa durante reunião no Palácio do Planalto | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (1º) que o governo terá uma reunião ainda nesta semana para analisar a adoção de novas medidas para restringir ou fiscalizar o mercado de apostas de quota fixa, as bets.
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A declaração foi feita durante uma conversa no Palácio do Planalto convocada para ouvir representantes da sociedade civil antes de uma nova discussão interna do Executivo sobre o setor.
No encontro, o governo apresentou a avaliação de que as regras adotadas desde a regulamentação das apostas e os mecanismos de fiscalização criados até agora não foram suficientes para reduzir os impactos do crescimento desse mercado.
Entre os principais problemas apontados estão o aumento do endividamento das famílias, os casos de dependência relacionados aos jogos e a possível utilização das apostas por organizações criminosas.
A ministra da Casa Civil, Mirian Belchior, afirmou durante a reunião que, apesar das medidas já adotadas pelo Executivo, o governo ainda identifica consequências das apostas sobre a saúde, a situação financeira e as relações familiares dos brasileiros. A avaliação deverá servir de base para a discussão que Lula pretende realizar com ministros antes de anunciar eventuais mudanças.
O presidente disse que decidiu consultar representantes de diferentes setores antes de fechar uma posição porque pretende levar em consideração os efeitos das apostas sobre a população.
“Esta semana vamos ter uma reunião e eu sugeri que, antes de tomar qualquer decisão definitiva, eu queria ouvir a sociedade brasileira sobre o que ela pensa sobre as bets. Isso é para que a gente tome uma decisão baseada naquilo que a sociedade está sofrendo e não baseada naquilo que penso”, afirmou.
O encontro reuniu integrantes do governo e representantes de entidades empresariais, financeiras, de defesa do consumidor, saúde, educação e organizações religiosas. As empresas que operam casas de apostas não participaram da reunião.
Além de Lula e Miriam Belchior, estiveram presentes a primeira-dama Janja Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin, bem como os ministros Wellington César Lima e Silva (Justiça e Segurança Pública), Alexandre Padilha (Saúde), Paulo Henrique Cordeiro (Esporte), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social).
Também participaram o advogado-geral da União, Jorge Messias, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, e representantes de entidades empresariais, financeiras e de defesa do consumidor, como os presidentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney.
O encontro contou ainda com a produtora Paula Lavigne, o rapper Emicida e o influenciador Yuri Zero, CEO da Melted Videos, além de integrantes de organizações ligadas às áreas de saúde, educação e proteção de crianças e adolescentes.
Entre os representantes religiosos convidados estavam o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Jaime Spengler, e a pastora Patricia Bauer, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil.
Lula critica bets e promete nova reunião nesta semanaGoverno avalia que regras atuais não foram suficientes para conter endividamento, dependência e outros efeitos das apostas sobre a populaçãoEconomia2026-09-01T20:45:49.364ZO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (1º) que o governo terá uma reunião ainda nesta semana para analisar a adoção de novas medidas para restringir ou fiscalizar o mercado de apostas de quota fixa, as bets. A declaração foi feita durante uma conversa no Palácio do Planalto convocada para ouvir representantes da sociedade civil antes de uma nova discussão interna do Executivo sobre o setor. No encontro, o governo apresentou a avaliação de que as regras adotadas desde a regulamentação das apostas e os mecanismos de fiscalização criados até agora não foram suficientes para reduzir os impactos do crescimento desse mercado. Entre os principais problemas apontados estão o aumento do endividamento das famílias, os casos de dependência relacionados aos jogos e a possível utilização das apostas por organizações criminosas. A ministra da Casa Civil, Mirian Belchior, afirmou durante a reunião que, apesar das medidas já adotadas pelo Executivo, o governo ainda identifica consequências das apostas sobre a saúde, a situação financeira e as relações familiares dos brasileiros. A avaliação deverá servir de base para a discussão que Lula pretende realizar com ministros antes de anunciar eventuais mudanças. O presidente disse que decidiu consultar representantes de diferentes setores antes de fechar uma posição porque pretende levar em consideração os efeitos das apostas sobre a população. “Esta semana vamos ter uma reunião e eu sugeri que, antes de tomar qualquer decisão definitiva, eu queria ouvir a sociedade brasileira sobre o que ela pensa sobre as bets. Isso é para que a gente tome uma decisão baseada naquilo que a sociedade está sofrendo e não baseada naquilo que penso”, afirmou. O encontro reuniu integrantes do governo e representantes de entidades empresariais, financeiras, de defesa do consumidor, saúde, educação e organizações religiosas. As empresas que operam casas de apostas não participaram da reunião. Além de Lula e Miriam Belchior, estiveram presentes a primeira-dama Janja Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin, bem como os ministros Wellington César Lima e Silva (Justiça e Segurança Pública), Alexandre Padilha (Saúde), Paulo Henrique Cordeiro (Esporte), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social). Também participaram o advogado-geral da União, Jorge Messias, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, e representantes de entidades empresariais, financeiras e de defesa do consumidor, como os presidentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney. O encontro contou ainda com a produtora Paula Lavigne, o rapper Emicida e o influenciador Yuri Zero, CEO da Melted Videos, além de integrantes de organizações ligadas às áreas de saúde, educação e proteção de crianças e adolescentes. Entre os representantes religiosos convidados estavam o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Jaime Spengler, e a pastora Patricia Bauer, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/lula-critica-bets-e-promete-nova-reuniao-nesta-semana
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