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Coreia do Norte retoma testes balísticos em meio à tensão com Coreia do Sul, EUA e Japão

Disparos ocorreram após o fim dos exercícios militares conjuntos entre Seul e Washington

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Camila Stucaluc
18/03/2024, 09:44 • Atualizado em 18/03/2024, 09:46
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Coreia do Norte retoma testes balísticos em meio à tensão com Coreia do Sul, EUA e Japão

A Coreia do Norte disparou vários mísseis balísticos de curto alcance na manhã desta segunda-feira (18), retomando as atividades em cerca de um mês. Os novos testes foram realizados poucos dias após o fim dos exercícios militares conjuntos entre Coreia do Sul e Estados Unidos, os quais são vistos como "ensaio de invasão" por Pyongyang.

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Os disparos foram detectados pelo governo do Japão, que contabilizaram três mísseis de curto alcance. As armas caíram nas águas entre a Península Coreana e o Japão – todas fora da zona econômica exclusiva do Japão. O mesmo foi relatado pelo Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, que chamou os lançamentos de "provocação clara".

Segundo o governo sul-coreano, os lançamentos ocorreram durante visita do secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, o que aumentou ainda mais a tensão entre Pyongyang e Washington. Em nota, o governo condenou os disparos norte-coreanos, afirmando que representam uma ameaça à Península Coreana e à segurança regional.

"Esses lançamentos, semelhantes a lançamentos anteriores de mísseis balísticos nos últimos anos, violam várias resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas", disse o departamento de Estado norte-americano.

O aumento da demonstração do poder nuclear pela Coreia do Norte acontece em meio às tensões com a Coreia do Sul, que aumentaram após Pyongyang fechar as agências dedicadas à reunificação dos países. Para mostrar o poder militar, o país já fez sete testes balísticos, incluindo mísseis hipersônicos e drones para ataques subaquáticos.

No início de março, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, reiterou que não hesitará "em destruir" o país vizinho em caso de ataque ou violação territorial. O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, por sua vez, pediu às Forças Armadas para que, em caso de provocação de Pyongyang, "atuassem primeiro e apresentassem relatórios depois".

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