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Coreia do Norte diz à ONU que nunca desistirá de programa nuclear

"Nunca abriremos mão do nuclear, que é nossa lei estatal, política nacional e poder soberano, bem como direito à existência", afirma vice-ministro em Nova York

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Reuters
29/09/2025, 17:55 • Atualizado em 29/09/2025, 17:57
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Vice-ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Kim Son Gyong, discursa para a Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York | 29/9/2025/Reuters/Eduardo Munoz

Vice-ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Kim Son Gyong, discursa para a Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York | 29/9/2025/Reuters/Eduardo Munoz

A Coreia do Norte nunca desistirá de seu programa nuclear, disse o vice-ministro das Relações Exteriores do país, Kim Son Gyong, à Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira (29), descrevendo o pedido de abandonar o programa como "equivalente a exigir que renuncie à soberania e ao direito à existência".

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Foi a primeira vez que a Coreia do Norte enviou uma autoridade de Pyongyang para falar na reunião anual de líderes mundiais para a Assembleia Geral desde que o ministro das Relações Exteriores do país viajou para Nova York em 2018.

"A imposição da 'desnuclearização' à RPDC equivale a exigir que ela abra mão da soberania e do direito à existência e viole a Constituição", disse Kim, referindo-se ao nome formal do país, República Popular Democrática da Coreia. "Jamais abriremos mão da soberania, abandonaremos o direito à existência e violaremos a Constituição."

"Graças à dissuasão de guerra física aprimorada de nosso Estado em proporção direta à crescente ameaça de agressão dos EUA e de seus aliados, a vontade dos Estados inimigos de provocar uma guerra está completamente contida e o equilíbrio de poder na península coreana está garantido", disse ele.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no mês passado que queria se encontrar com o líder norte-coreano Kim Jong Un este ano. Desde a posse de Trump em janeiro, Kim tem ignorado os repetidos apelos de Trump para reviver a diplomacia direta que ele buscou durante seu primeiro mandato na Casa Branca entre 2017 e 2021, que não produziu nenhum acordo para interromper o programa nuclear da Coreia do Norte.

No entanto, na semana passada, Kim disse que não havia razão para evitar conversas com os EUA se Washington parar de insistir que seu país desista das armas nucleares, pois ele nunca abandonaria o arsenal nuclear para acabar com as sanções, informou a mídia estatal.

"Nunca abriremos mão do nuclear, que é nossa lei estatal, política nacional e poder soberano, bem como o direito à existência. Sob quaisquer circunstâncias, nunca abandonaremos essa posição", disse o vice-ministro das Relações Exteriores à Assembleia Geral da ONU.

A Coreia do Norte está sob as sanções do Conselho de Segurança da ONU desde 2006, e as medidas têm sido constantemente reforçadas ao longo dos anos com o objetivo de interromper o desenvolvimento de armas nucleares e mísseis balísticos por parte de Pyongyang.

No entanto, a Rússia e a China agora insistem que as sanções da ONU contra a Coreia do Norte devem ser atenuadas por motivos humanitários e em uma tentativa de convencer Pyongyang a reiniciar as negociações.

A Rússia também estreitou os laços diplomáticos e militares com a Coreia do Norte desde a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, e o presidente russo, Vladimir Putin, e Kim visitaram os países um do outro. A Rússia está usando tropas norte-coreanas para combater as forças ucranianas.

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