Brasil negocia compra de caças Gripen da Suécia para a FAB
Acordo prevê negociações para ampliar a frota da instituição brasileira com aeronaves fabricadas em parceria com a fabricante sueca Saab
O Brasil assinou nesta quinta-feira (4) um acordo para negociar a compra de mais 20 caças Gripen da Suécia. O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa brasileiro, José Múcio Monteiro, e pelo ministro da Defesa sueco, Pål Jonson, durante evento realizado em Estocolmo.
Segundo os representantes dos dois países, a proposta prevê que as aeronaves dos modelos Gripen E e Gripen F sejam produzidas em território brasileiro. A iniciativa também busca ampliar as oportunidades de exportação dos aviões para outros países da América Latina.
O documento assinado nesta quinta-feira abre caminho para negociações envolvendo a aquisição de mais 20 aeronaves da fabricante sueca Saab, responsável pelo projeto dos caças Gripen.
Além do reforço da frota da Força Aérea Brasileira (FAB), o acordo busca fortalecer a cooperação tecnológica entre os dois países e ampliar a participação da indústria nacional na produção dos aviões.
O Brasil firmou em 2014 um contrato com a Saab para a compra de 36 caças Gripen. Parte das aeronaves já foi entregue à FAB, enquanto as demais devem chegar até 2027.
A aquisição faz parte do processo de modernização da aviação de combate brasileira, substituindo modelos mais antigos e ampliando a capacidade operacional da força aérea.
Um dos principais fatores para a escolha do Gripen foi a transferência de tecnologia prevista no contrato. O acordo permitiu que engenheiros e técnicos brasileiros participassem do desenvolvimento e da produção das aeronaves.
Na disputa internacional, a Saab superou propostas apresentadas pela americana Boeing e pela francesa Dassault.
Caso as negociações avancem, a FAB poderá ampliar sua capacidade de defesa aérea com aeronaves de última geração. Os Gripen são equipados com sistemas modernos de combate, sensores avançados e maior eficiência operacional em comparação aos modelos atualmente em substituição.
A expectativa do governo é que a parceria também gere impactos positivos para a indústria de defesa brasileira, com geração de empregos especializados e expansão da capacidade tecnológica nacional.















