Rombo das estatais federais atinge R$ 7,8 bi e bate recorde
Déficit no primeiro semestre é o dobro ante o mesmo período de 2025 e já supera o buraco de todo o ano de 2024; Correios são os principais responsáveis
Caio Barcellos
Centro de distribuição dos Correios em Brasília | Divulgação/Joédson Alves/Agência Brasil
As empresas estatais federais registraram déficit primário de R$ 7,8 bilhões no 1º semestre de 2026. Foi o pior resultado para o período desde o início da série histórica do Banco Central (BC), em 2002.
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Conforme dados divulgados nesta sexta-feira (31) pela autoridade monetária, o rombo praticamente dobrou em relação aos R$ 3,9 bilhões registrados de janeiro a junho de 2025. Também ficou acima do maior déficit de R$ 6,7 bilhões de 2024, a maior cifra para um ano completo até então
Em junho, considerando também as companhias controladas por Estados e municípios, as estatais tiveram déficit de R$ 1,5 bilhão. No acumulado dos 12 meses encerrados, o resultado negativo desse grupo chegou a R$ 8,5 bilhões, segundo o BC.
A série das estatais federais não inclui instituições financeiras públicas por terem operações voltadas à intermediação de recursos. Entre elas, estão o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Já a Petrobras foi retirada da série por ter mais autonomia para captar recursos e regras de governança semelhantes às de empresas privadas de capital aberto.
O levantamento considera empresas como Correios, Infraero, Casa da Moeda, Serpro, Dataprev, Hemobrás e Emgepron.
Correios pressionam resultado
A crise financeira dos Correios é considerada um dos principais fatores de pressão sobre as contas das empresas controladas pela União. A estatal encerrou 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões e o próprio governo avalia que o resultado deve continuar elevado em 2026.
A empresa de correspondências colocou em prática um plano de reestruturação que inclui redução de despesas, programa de demissão voluntária, mudanças nos planos de saúde e de previdência complementar, venda de imóveis sem uso e reajustes nas tarifas.
Em dezembro de 2025, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia do Tesouro Nacional. O Conselho Monetário Nacional também abriu espaço para que a companhia obtenha até R$ 8 bilhões adicionais em financiamentos garantidos pela União.
O governo ainda autorizou a estatal a ampliar sua atuação comercial, com a oferta de seguros, títulos de capitalização e serviços de telefonia por meio de parcerias. A estratégia busca criar novas fontes de receita diante da queda de atividades tradicionais, como postagens internacionais e envio de correspondências.
A Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, aponta que os Correios enfrentam simultaneamente perda de receitas e aumento de despesas. Entre as pressões estão gastos com pessoal, planos de saúde, fundo de pensão, precatórios, transporte e encargos provocados pelo atraso no recolhimento de tributos.
Rombo das estatais federais atinge R$ 7,8 bi e bate recordeDéficit no primeiro semestre é o dobro ante o mesmo período de 2025 e já supera o buraco de todo o ano de 2024; Correios são os principais responsáveisEconomia2026-07-31T21:33:21.116ZAs empresas estatais federais registraram déficit primário de R$ 7,8 bilhões no 1º semestre de 2026. Foi o pior resultado para o período desde o início da série histórica do Banco Central (BC), em 2002. Conforme dados divulgados nesta sexta-feira (31) pela autoridade monetária, o rombo praticamente dobrou em relação aos R$ 3,9 bilhões registrados de janeiro a junho de 2025. Também ficou acima do maior déficit de R$ 6,7 bilhões de 2024, a maior cifra para um ano completo até então Em junho, considerando também as companhias controladas por Estados e municípios, as estatais tiveram déficit de R$ 1,5 bilhão. No acumulado dos 12 meses encerrados, o resultado negativo desse grupo chegou a R$ 8,5 bilhões, segundo o BC. A série das estatais federais não inclui instituições financeiras públicas por terem operações voltadas à intermediação de recursos. Entre elas, estão o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Já a Petrobras foi retirada da série por ter mais autonomia para captar recursos e regras de governança semelhantes às de empresas privadas de capital aberto. O levantamento considera empresas como Correios, Infraero, Casa da Moeda, Serpro, Dataprev, Hemobrás e Emgepron. Correios pressionam resultado A crise financeira dos Correios é considerada um dos principais fatores de pressão sobre as contas das empresas controladas pela União. A estatal encerrou 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões e o próprio governo avalia que o resultado deve continuar elevado em 2026. A empresa de correspondências colocou em prática um plano de reestruturação que inclui redução de despesas, programa de demissão voluntária, mudanças nos planos de saúde e de previdência complementar, venda de imóveis sem uso e reajustes nas tarifas. Em dezembro de 2025, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia do Tesouro Nacional. O Conselho Monetário Nacional também abriu espaço para que a companhia obtenha até R$ 8 bilhões adicionais em financiamentos garantidos pela União. O governo ainda autorizou a estatal a ampliar sua atuação comercial, com a oferta de seguros, títulos de capitalização e serviços de telefonia por meio de parcerias. A estratégia busca criar novas fontes de receita diante da queda de atividades tradicionais, como postagens internacionais e envio de correspondências. A Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, aponta que os Correios enfrentam simultaneamente perda de receitas e aumento de despesas. Entre as pressões estão gastos com pessoal, planos de saúde, fundo de pensão, precatórios, transporte e encargos provocados pelo atraso no recolhimento de tributos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/rombo-das-estatais-federais-atinge-r-7-8-bi-e-bate-recorde
Avião classificado como suspeito não tinha plano de voo, não mantinha contato com os órgãos de controle de tráfego aéreo e estava sem matrícula identificada