Economia

Rombo das estatais federais atinge R$ 7,8 bi e bate recorde

Déficit no primeiro semestre é o dobro ante o mesmo período de 2025 e já supera o buraco de todo o ano de 2024; Correios são os principais responsáveis

Avatar de Caio Barcellos
Caio Barcellos
Centro de distribuição dos Correios em Brasília | Divulgação/Joédson Alves/Agência Brasil

Centro de distribuição dos Correios em Brasília | Divulgação/Joédson Alves/Agência Brasil

As empresas estatais federais registraram déficit primário de R$ 7,8 bilhões no 1º semestre de 2026. Foi o pior resultado para o período desde o início da série histórica do Banco Central (BC), em 2002.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Conforme dados divulgados nesta sexta-feira (31) pela autoridade monetária, o rombo praticamente dobrou em relação aos R$ 3,9 bilhões registrados de janeiro a junho de 2025. Também ficou acima do maior déficit de R$ 6,7 bilhões de 2024, a maior cifra para um ano completo até então

Em junho, considerando também as companhias controladas por Estados e municípios, as estatais tiveram déficit de R$ 1,5 bilhão. No acumulado dos 12 meses encerrados, o resultado negativo desse grupo chegou a R$ 8,5 bilhões, segundo o BC.

A série das estatais federais não inclui instituições financeiras públicas por terem operações voltadas à intermediação de recursos. Entre elas, estão o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Já a Petrobras foi retirada da série por ter mais autonomia para captar recursos e regras de governança semelhantes às de empresas privadas de capital aberto.

O levantamento considera empresas como Correios, Infraero, Casa da Moeda, Serpro, Dataprev, Hemobrás e Emgepron.

Correios pressionam resultado

A crise financeira dos Correios é considerada um dos principais fatores de pressão sobre as contas das empresas controladas pela União. A estatal encerrou 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões e o próprio governo avalia que o resultado deve continuar elevado em 2026.

A empresa de correspondências colocou em prática um plano de reestruturação que inclui redução de despesas, programa de demissão voluntária, mudanças nos planos de saúde e de previdência complementar, venda de imóveis sem uso e reajustes nas tarifas.

Em dezembro de 2025, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia do Tesouro Nacional. O Conselho Monetário Nacional também abriu espaço para que a companhia obtenha até R$ 8 bilhões adicionais em financiamentos garantidos pela União.

O governo ainda autorizou a estatal a ampliar sua atuação comercial, com a oferta de seguros, títulos de capitalização e serviços de telefonia por meio de parcerias. A estratégia busca criar novas fontes de receita diante da queda de atividades tradicionais, como postagens internacionais e envio de correspondências.

A Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, aponta que os Correios enfrentam simultaneamente perda de receitas e aumento de despesas. Entre as pressões estão gastos com pessoal, planos de saúde, fundo de pensão, precatórios, transporte e encargos provocados pelo atraso no recolhimento de tributos.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Fiuk vira réu por perturbação do sossego em São Paulo

Fiuk vira réu por perturbação do sossego em São Paulo

Imagem da notícia: Receita define prazos para emissão de notas com CBS e IBS

Receita define prazos para emissão de notas com CBS e IBS

Imagem da notícia: Entenda a situação dos migrantes marroquinos em Ceuta

Entenda a situação dos migrantes marroquinos em Ceuta

Imagem da notícia: Sudão: paramilitares anunciam avanço; entenda a guerra

Sudão: paramilitares anunciam avanço; entenda a guerra

Imagem da notícia: Fiuk vira réu por perturbação do sossego em São Paulo

Fiuk vira réu por perturbação do sossego em São Paulo

Imagem da notícia: Receita define prazos para emissão de notas com CBS e IBS

Receita define prazos para emissão de notas com CBS e IBS

Imagem da notícia: Entenda a situação dos migrantes marroquinos em Ceuta

Entenda a situação dos migrantes marroquinos em Ceuta

Imagem da notícia: Sudão: paramilitares anunciam avanço; entenda a guerra

Sudão: paramilitares anunciam avanço; entenda a guerra

Últimas notícias

Conta de luz seguirá com cobrança extra pelo 4º mês seguido

Bandeira amarela tem custo adicional de R$ 1,885 por 100 kWh e será mantida em agosto devido à menor geração das hidrelétricas no período seco

Guarulhos: PF troca tiros com traficantes perto do aeroporto

Criminosos tentaram acessar área de cargas do Aeroporto Internacional de São Paulo; cocaína foi abandonada durante fuga

Itália suspende livre fluxo de pessoas com a Espanha

Ação temporária mira entrada de migrantes via Espanha após crise em Ceuta; governo Meloni fala em segurança e oposição critica medida

O que ainda impede um cessar-fogo em Gaza

Grupo condiciona o desarmamento à retirada das tropas israelenses e ao cumprimento das etapas previstas no acordo de cessar-fogo

Valdemar: Bolsonaro decidirá se Michelle concorre ao Senado

Presidente do PL diz que ex-primeira-dama ainda discutirá com marido e anunciará a decisão em convenção do PL no Distrito Federal no domingo (2)

FAB intercepta aeronave suspeita vinda da Bolívia

Avião classificado como suspeito não tinha plano de voo, não mantinha contato com os órgãos de controle de tráfego aéreo e estava sem matrícula identificada