Sudão: paramilitares anunciam avanço; entenda a guerra
Em relatório obtido por agência de notícias, Nações Unidas classificam guerra civil como a maior crise humanitária do mundo
J
Julia Delaosa
O Sudão vem enfrentando conflitos internos desde abril deste ano | UNHCR/Aristophane Ngargoune
As Forças de Apoio Rápido (RSF) anunciaram nesta sexta-feira(31) novos avanços no estado de Kordofan, no Sudão, enquanto o Exército Sudanês (SAF) contestou a informação. Os novos confrontos mostram que a guerra civil iniciada em abril de 2023 continua ativa em diferentes regiões do país.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News.
O conflito voltou ao centro das atenções após a Reuters revelar, com base em um relatório preliminar das Nações Unidas, que aeronaves Boeing 727 ligadas a empresas identificadas em uma investigação da agência transportaram armas, drones, combatentes e mercenários para a RSF. Segundo o documento, os voos faziam parte de uma rota logística utilizada pelo grupo paramilitar entre o Chade e a região de Darfur.
Os novos desdobramentos ocorrem enquanto as Nações Unidas classificam o Sudão como o cenário da maior crise humanitária do mundo. A guerra agravou a fome, favoreceu a disseminação de doenças e provocou a maior crise de deslocamento do planeta, segundo agências da ONU.
Como a guerra começou?
Segundo as Nações Unidas, a guerra começou em 15 de abril de 2023, após uma disputa pelo poder entre as Forças Armadas Sudanesas (SAF) e as Forças de Apoio Rápido (RSF). O rompimento ocorreu durante o processo de integração das duas forças na transição para um governo civil, que acabou fracassando.
Desde então, os combates se espalharam da capital, Cartum, para regiões como Darfur e Kordofan. De acordo com a ONU, a guerra devastou a infraestrutura, fragmentou instituições do Estado e dificultou o acesso da população à ajuda humanitária, enquanto sucessivas tentativas de cessar-fogo fracassaram.
As Nações Unidas classificam o conflito no Sudão como a maior crise humanitária do mundo. A organização estima que 33,7 milhões de pessoas precisarão de assistência humanitária em 2026, enquanto 21 milhões enfrentam insegurança alimentar aguda.
Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), 14 milhões de pessoas já foram obrigadas a deixar suas casas desde o início da guerra. Desse total, cerca de 9 milhões permanecem deslocadas dentro do Sudão e 4,4 milhões buscaram refúgio em países vizinhos, configurando a maior crise de deslocamento do planeta.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o sistema de saúde está à beira do colapso. Mais de um terço das unidades de saúde do país está fora de funcionamento, dificultando o acesso da população a atendimento e medicamentos.
As Nações Unidas também denunciam graves violações de direitos humanos, incluindo violência sexual relacionada ao conflito, recrutamento forçado, prisões arbitrárias e ataques contra civis. Segundo o Unicef, as crianças estão entre as principais vítimas da guerra e representam cerca de metade das pessoas que precisarão de assistência humanitária em 2026.
Surto de cólera afeta o Sudão em meio à guerra civil no país africano | AP
Sudão: paramilitares anunciam avanço; entenda a guerraEm relatório obtido por agência de notícias, Nações Unidas classificam guerra civil como a maior crise humanitária do mundoMundo2026-07-31T20:57:31.677ZAs Forças de Apoio Rápido (RSF) anunciaram nesta sexta-feira (31) novos avanços no estado de Kordofan, no Sudão, enquanto o Exército Sudanês (SAF) contestou a informação. Os novos confrontos mostram que a guerra civil iniciada em abril de 2023 continua ativa em diferentes regiões do país. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. O conflito voltou ao centro das atenções após a Reuters revelar, com base em um relatório preliminar das Nações Unidas, que aeronaves Boeing 727 ligadas a empresas identificadas em uma investigação da agência transportaram armas, drones, combatentes e mercenários para a RSF. Segundo o documento, os voos faziam parte de uma rota logística utilizada pelo grupo paramilitar entre o Chade e a região de Darfur. Os novos desdobramentos ocorrem enquanto as Nações Unidas classificam o Sudão como o cenário da maior crise humanitária do mundo. A guerra agravou a fome, favoreceu a disseminação de doenças e provocou a maior crise de deslocamento do planeta, segundo agências da ONU. Como a guerra começou? Segundo as Nações Unidas, a guerra começou em 15 de abril de 2023, após uma disputa pelo poder entre as Forças Armadas Sudanesas (SAF) e as Forças de Apoio Rápido (RSF). O rompimento ocorreu durante o processo de integração das duas forças na transição para um governo civil, que acabou fracassando. Desde então, os combates se espalharam da capital, Cartum, para regiões como Darfur e Kordofan. De acordo com a ONU, a guerra devastou a infraestrutura, fragmentou instituições do Estado e dificultou o acesso da população à ajuda humanitária, enquanto sucessivas tentativas de cessar-fogo fracassaram. Por que a crise é tão grave? As Nações Unidas classificam o conflito no Sudão como a maior crise humanitária do mundo. A organização estima que 33,7 milhões de pessoas precisarão de assistência humanitária em 2026, enquanto 21 milhões enfrentam insegurança alimentar aguda. Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), 14 milhões de pessoas já foram obrigadas a deixar suas casas desde o início da guerra. Desse total, cerca de 9 milhões permanecem deslocadas dentro do Sudão e 4,4 milhões buscaram refúgio em países vizinhos, configurando a maior crise de deslocamento do planeta. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o sistema de saúde está à beira do colapso. Mais de um terço das unidades de saúde do país está fora de funcionamento, dificultando o acesso da população a atendimento e medicamentos. As Nações Unidas também denunciam graves violações de direitos humanos, incluindo violência sexual relacionada ao conflito, recrutamento forçado, prisões arbitrárias e ataques contra civis. Segundo o Unicef, as crianças estão entre as principais vítimas da guerra e representam cerca de metade das pessoas que precisarão de assistência humanitária em 2026.
São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/sudao-paramilitares-anunciam-avanco-entenda-a-guerra
Avião classificado como suspeito não tinha plano de voo, não mantinha contato com os órgãos de controle de tráfego aéreo e estava sem matrícula identificada