Grupo condiciona o desarmamento à retirada das tropas israelenses e ao cumprimento das etapas previstas no acordo de cessar-fogo
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Julia Delaosa
Casa destruída após bombardeiro israelense no sul de Gaza | Haitham Imad/EFE
O Hamas afirmou nesta sexta-feira (31) que aceita entregar suas armas como parte de um acordo para encerrar a guerra na Faixa de Gaza. O grupo, no entanto, condiciona a implementação da medida à retirada das tropas israelenses do território e ao cumprimento das demais etapas previstas no plano de cessar-fogo.
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Israel, por sua vez, afirma que só aceitará um acordo se o Hamas entregar suas armas de forma efetiva. Para o governo israelense, o grupo precisa ser desarmado para que a guerra possa chegar ao fim. Já o Hamas diz que isso só acontecerá se Israel retirar suas tropas da Faixa de Gaza e cumprir as condições negociadas para um cessar-fogo.
As posições refletem um dos principais impasses das negociações para um cessar-fogo permanente. Além do desarmamento, permanecem sem consenso questões como quem assumirá a administração da Faixa de Gaza após a guerra e quais garantias de segurança serão adotadas durante a implementação do acordo.
Como funcionaria o desarmamento?
O plano prevê que o desarmamento ocorra de forma gradual, dividido em etapas e acompanhado por um Comitê Internacional de Verificação (IVC). O avanço de cada fase dependerá do cumprimento dos compromissos assumidos por Hamas e Israel, incluindo a retirada progressiva das tropas israelenses da Faixa de Gaza.
Entre as medidas previstas estão a desativação das armas pesadas, dos locais de produção militar, dos depósitos de armamentos e dos túneis utilizados pelo Hamas. O documento estabelece como princípio "Uma Autoridade, Uma Lei, Uma Arma",indicando que apenas a nova administração palestina exercerá o controle sobre a segurança no território.
O texto também determina que, ao fim do processo, apenas o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), responsável por administrar a Faixa de Gaza durante o período de transição, poderá manter, armazenar e controlar armas no território.
Faixa de Gaza | REUTERS/Mahmoud Issa
O processo será monitorado pelo Comitê Internacional de Verificação, com apoio de uma Força Internacional de Estabilização, responsável por acompanhar o cessar-fogo, proteger a entrega de ajuda humanitária e treinar a polícia palestina.
O anúncio foi feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira (30), após meses de negociações para preservar o acordo de cessar-fogo firmado no ano passado. Apesar da sinalização do Hamas, ainda não está claro se Israel aceitará os termos do plano.
Segundo uma autoridade do grupo ouvida pela Reuters, a implementação do acordo depende de Israel cumprir primeiro os compromissos assumidos anteriormente, que preveem o fim gradual das operações militares e a retirada das tropas da Faixa de Gaza.
Quem governaria Gaza?
A proposta prevê que o Hamas deixe de exercer o controle administrativo da Faixa de Gaza. Segundo a Reuters, o território passaria a ser administrado por um comitê tecnocrático palestino, sem vínculo com facções políticas, responsável pelos serviços públicos, pela reconstrução e pela gestão do território durante o período de transição.
De acordo com o texto do acordo, o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG) atuaria de forma independente, assumindo as funções civis e de segurança sem interferência do Hamas ou de outras facções palestinas.
Apesar do anúncio do plano, sua implementação ainda depende da adesão das duas partes. Israel ainda não confirmou que aceitará os termos propostos, enquanto o Hamas afirma que o desarmamento só ocorrerá se Israel cumprir os compromissos previstos no acordo, incluindo a retirada gradual das tropas da Faixa de Gaza.
A diferença de posições mantém as negociações em andamento e ainda impede um acordo definitivo para o fim da guerra.
O que ainda impede um cessar-fogo em GazaGrupo condiciona o desarmamento à retirada das tropas israelenses e ao cumprimento das etapas previstas no acordo de cessar-fogoMundo2026-07-31T20:17:03.316ZO Hamas afirmou nesta sexta-feira (31) que aceita entregar suas armas como parte de um acordo para encerrar a guerra na Faixa de Gaza. O grupo, no entanto, condiciona a implementação da medida à retirada das tropas israelenses do território e ao cumprimento das demais etapas previstas no plano de cessar-fogo. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Israel, por sua vez, afirma que só aceitará um acordo se o Hamas entregar suas armas de forma efetiva. Para o governo israelense, o grupo precisa ser desarmado para que a guerra possa chegar ao fim. Já o Hamas diz que isso só acontecerá se Israel retirar suas tropas da Faixa de Gaza e cumprir as condições negociadas para um cessar-fogo. As posições refletem um dos principais impasses das negociações para um cessar-fogo permanente. Além do desarmamento, permanecem sem consenso questões como quem assumirá a administração da Faixa de Gaza após a guerra e quais garantias de segurança serão adotadas durante a implementação do acordo. Como funcionaria o desarmamento? O plano prevê que o desarmamento ocorra de forma gradual, dividido em etapas e acompanhado por um Comitê Internacional de Verificação (IVC). O avanço de cada fase dependerá do cumprimento dos compromissos assumidos por Hamas e Israel, incluindo a retirada progressiva das tropas israelenses da Faixa de Gaza. Entre as medidas previstas estão a desativação das armas pesadas, dos locais de produção militar, dos depósitos de armamentos e dos túneis utilizados pelo Hamas. O documento estabelece como princípio "Uma Autoridade, Uma Lei, Uma Arma", indicando que apenas a nova administração palestina exercerá o controle sobre a segurança no território. O texto também determina que, ao fim do processo, apenas o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), responsável por administrar a Faixa de Gaza durante o período de transição, poderá manter, armazenar e controlar armas no território. O processo será monitorado pelo Comitê Internacional de Verificação, com apoio de uma Força Internacional de Estabilização, responsável por acompanhar o cessar-fogo, proteger a entrega de ajuda humanitária e treinar a polícia palestina. O anúncio foi feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira (30), após meses de negociações para preservar o acordo de cessar-fogo firmado no ano passado. Apesar da sinalização do Hamas, ainda não está claro se Israel aceitará os termos do plano. Segundo uma autoridade do grupo ouvida pela Reuters, a implementação do acordo depende de Israel cumprir primeiro os compromissos assumidos anteriormente, que preveem o fim gradual das operações militares e a retirada das tropas da Faixa de Gaza. Quem governaria Gaza? A proposta prevê que o Hamas deixe de exercer o controle administrativo da Faixa de Gaza. Segundo a Reuters, o território passaria a ser administrado por um comitê tecnocrático palestino, sem vínculo com facções políticas, responsável pelos serviços públicos, pela reconstrução e pela gestão do território durante o período de transição. De acordo com o texto do acordo, o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG) atuaria de forma independente, assumindo as funções civis e de segurança sem interferência do Hamas ou de outras facções palestinas. Apesar do anúncio do plano, sua implementação ainda depende da adesão das duas partes. Israel ainda não confirmou que aceitará os termos propostos, enquanto o Hamas afirma que o desarmamento só ocorrerá se Israel cumprir os compromissos previstos no acordo, incluindo a retirada gradual das tropas da Faixa de Gaza. A diferença de posições mantém as negociações em andamento e ainda impede um acordo definitivo para o fim da guerra. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/o-que-ainda-impede-um-cessar-fogo-em-gaza
Avião classificado como suspeito não tinha plano de voo, não mantinha contato com os órgãos de controle de tráfego aéreo e estava sem matrícula identificada