Brasil

Governo lança campanha por direitos LGBTQIA+

Ação visa dar transparência e apresentar os resultados das ações que o governo federal tem desenvolvido para a promoção da cidadania dessa população

A
Agência Brasil
Bandeira do arco-íris, símbolo da comunidade LGBTQIA+. Foto: Rob Maxwell/Unsplash

Bandeira do arco-íris, símbolo da comunidade LGBTQIA+. Foto: Rob Maxwell/Unsplash

O Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania lançou nesta quinta-feira (4), na capital paulista, a campanha "O Brasil é de Todas as Cores: Para Todas as Pessoas".

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

A iniciativa tem o objetivo de dar transparência e apresentar os resultados sobre as ações que o governo federal tem desenvolvido para a garantia de direitos à população LGBTQIA+, além de impulsionar o alcance das políticas públicas para pessoas em situação de vulnerabilidade.

O lançamento ocorreu durante a 25ª edição da Feira Cultural da Diversidade e Empreendedorismo LGBT+, evento que é promovido pela Parada do Orgulho LGBT+, organizada pela Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP).

Desde 2023, segundo o ministério, foram investidos mais de R$ 61 milhões em ações voltadas para promoção e defesa dos direitos humanos da população LGBTQIA+ no Brasil. De acordo com a pasta, o investimento permitiu que mais de 330 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social fossem atendidas pelo Programa Nacional de Fortalecimento das Casas de Acolhimento LGBTQIA+ (Acolher+).

Além disso, a Estratégia Nacional de Trabalho Digno, Educação e Geração de Renda para Pessoas LGBTQIA+ (Empodera+) possibilitou a capacitação de mais de 5 mil pessoas por meio de programas e iniciativas que promovem autonomia econômica, geração de renda e ampliação de oportunidades.

Para a secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, este foi o maior orçamento da história.

"A gente está aqui no corpo a corpo mostrando para as pessoas o que nós conseguimos fazer mesmo com o apagão que tivemos [no governo anterior], com o desmonte que tivemos."

Em entrevista à Agência Brasil a secretária destacou que o investimento do governo federal foi destinado principalmente para ações de empregabilidade, trabalho digno e acolhimento das pessoas LGBT+ em situação de vulnerabilidade.

"Tem ações de bem-viver, porque queremos chegar nos territórios. A gente não quer falar só com [a população] LGBT+, que é a mais que vem numa migração forçada da sua cidade para os grandes centros urbanos. Então, fomos para o território de fronteira e para as aldeias indígenas e produziu muito diálogo, com acesso a direitos e redes protetivas."

A Feira

A Feira Cultural da Diversidade e Empreendedorismo LGBT+ ocorre nesta quinta-feira (4), no Vale do Anhangabaú, centro da capital paulista. É um festival gratuito que reúne cultura, empreendedorismo e cidadania, reunindo mais de 180 artistas e 100 expositores.

Segundo Heitor Werneck, coordenador artístico da feira, o espaço foi concebido para fortalecer pequenos negócios, gerar oportunidades comerciais e ampliar a visibilidade de empreendedores LGBTQIA+, incentivando a geração de renda e o desenvolvimento econômico da comunidade.

"Temos aqui um espaço para falar sobre sexualidade. Além disso, somos o único evento do Brasil que é 100% inclusivo. Damos espaço para LGBTs que são cadeirantes, por exemplo. Aqui tem espaço para eles. E eles estão aqui se apresentando, cantando ou frequentando o espaço", afirmou Werneck.
Uma das pessoas que esteve visitando o local na tarde de hoje foi o jovem Fabrício Florencio, 23 anos, que vive em São Paulo. "Acho a feira muito importante. Não só por eventos como a Parada, mas também por ter um momento em que podemos encontrar semelhantes aos nossos e que estão aqui lutando pela mesma coisa, o direito de existir”, disse à reportagem.

Durante todo o dia, a feira está oferecendo uma ampla programação cultural e formativa, com exibições de cinema, intervenções artísticas e rodas de conversa voltadas a temas de interesse da comunidade LGBTQIA+ e da sociedade em geral, como saúde mental, redução de danos, direitos humanos, combate à discriminação, inclusão social, diversidade e fortalecimento das políticas públicas.

A programação também está homenageando artistas e personalidades que contribuíram para a construção da história da comunidade LGBTQIA+ no país, reforçando a importância da arte como instrumento de transformação social e resistência cultural.

O encerramento do evento ficará por conta da cantora MC Trans, uma voz importante da representatividade trans no país e que cedeu o seu cachê, já que a ParadaSP deste ano tem enfrentado dificuldades na adesão de patrocínio.

Segundo Werneck, as empresas e o Poder Público vêm diminuindo orçamentos destinados para causas LGBT+, o que tem trazido dificuldades, não só para manter eventos como a Feira da Diversidade e a ParadaSP, como também os projetos sociais e culturais que são mantidos ao longo do ano.

"Estão diminuindo os números de políticas públicas para LGBT. Aí, fazemos um super evento e ttemos que ficar rastejando, tanto para a prefeitura quanto com os patrocinadores. É importante para as pessoas verem que mesmo sem patrocínio ser faz a feita", afirmou à Agência Brasil. "E isso, porque estamos com 98% da rede hoteleira de São Paulo [ocupada para a ParadaSP). Só aqui na parada, a gente emprega diretamente 1,8 mil pessoas."

A ParadaSP

A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo será realizada no próximo domingo (7), na Avenida Paulista.

Neste ano, o evento celebra 30 anos de existência e leva para as ruas o tema 30 anos da Parada SP: A rua convoca, a urna confirma. A proposta é promover reflexões sobre cidadania, democracia, direitos conquistados e participação social.

"A gente sabe que precisa estar organizada nas ruas. Foi esse processo organizado que trouxe uma conquista, que é a própria secretaria (nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+). Se hoje eu estou secretária, é fruto dessa luta, é fruto dessa jornada. E a gente não pode deixar de sair nas ruas mesmo quando o discurso de ódio internacional tem se intensificado contra nós. Então, continuamos firmes para seguir denunciando e a gente vai virar esse jogo", disse secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: PL mantém Roscoe e não apoiará Cleitinho em Minas

PL mantém Roscoe e não apoiará Cleitinho em Minas

Imagem da notícia: Erika Hilton declara R$ 15,9 mil ao TSE e é criticada

Erika Hilton declara R$ 15,9 mil ao TSE e é criticada

Imagem da notícia: 'Não houve alerta', diz familiar de vítima na Tailândia

'Não houve alerta', diz familiar de vítima na Tailândia

Imagem da notícia: Plano preliminar de Tarcísio fala em prosperidade e 10 eixos

Plano preliminar de Tarcísio fala em prosperidade e 10 eixos

Imagem da notícia: PL mantém Roscoe e não apoiará Cleitinho em Minas

PL mantém Roscoe e não apoiará Cleitinho em Minas

Imagem da notícia: Erika Hilton declara R$ 15,9 mil ao TSE e é criticada

Erika Hilton declara R$ 15,9 mil ao TSE e é criticada

Imagem da notícia: 'Não houve alerta', diz familiar de vítima na Tailândia

'Não houve alerta', diz familiar de vítima na Tailândia

Imagem da notícia: Plano preliminar de Tarcísio fala em prosperidade e 10 eixos

Plano preliminar de Tarcísio fala em prosperidade e 10 eixos

Últimas notícias

Mulher é morta a facadas pelo ex na frente dos filhos em SP

Carolina Jasevicius Paiva Araújo, de 33 anos, foi atacada no apartamento onde morava com os filhos; suspeito morreu após cair do 15º andar

Bia Haddad anuncia pausa na carreira

Tenista brasileira, de 30 anos, afirmou que não disputará competições na segunda metade de 2026

Após reclamação de Janja, governo cobra medidas do Discord

Primeira-dama pediu a proibição do serviço no Brasil após uma adolescente de 13 anos tirar a própria vida durante uma transmissão na plataforma

Feto é encontrado no banheiro do Sírio-Libanês, em SP

Ocorrência foi registrada como morte suspeita pela Polícia Civil; feto tinha idade gestacional estimada entre oito e 12 semanas

Alertas de desmatamento na Amazônia caem ao menor patamar

Queda de 36,87% leva área sob alerta a 2.874 km², menor resultado registrado pelo Deter desde 2016

Mendonça dá 5 dias para PT detalhar gastos com congresso

Ministro deu 5 dias para Federação Brasil da Esperança apresentar gravações, contratos e documentos sobre o Congresso do PT e o projeto 'Porta-Vozes de Lula'