Brasil

Governo lança campanha por direitos LGBTQIA+

Ação visa dar transparência e apresentar os resultados das ações que o governo federal tem desenvolvido para a promoção da cidadania dessa população

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Agência Brasil
04/06/2026, 21:01 • Atualizado em 04/06/2026, 21:02
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Bandeira do arco-íris, símbolo da comunidade LGBTQIA+. Foto: Rob Maxwell/Unsplash

Bandeira do arco-íris, símbolo da comunidade LGBTQIA+. Foto: Rob Maxwell/Unsplash

O Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania lançou nesta quinta-feira (4), na capital paulista, a campanha "O Brasil é de Todas as Cores: Para Todas as Pessoas".

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A iniciativa tem o objetivo de dar transparência e apresentar os resultados sobre as ações que o governo federal tem desenvolvido para a garantia de direitos à população LGBTQIA+, além de impulsionar o alcance das políticas públicas para pessoas em situação de vulnerabilidade.

O lançamento ocorreu durante a 25ª edição da Feira Cultural da Diversidade e Empreendedorismo LGBT+, evento que é promovido pela Parada do Orgulho LGBT+, organizada pela Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP).

Desde 2023, segundo o ministério, foram investidos mais de R$ 61 milhões em ações voltadas para promoção e defesa dos direitos humanos da população LGBTQIA+ no Brasil. De acordo com a pasta, o investimento permitiu que mais de 330 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social fossem atendidas pelo Programa Nacional de Fortalecimento das Casas de Acolhimento LGBTQIA+ (Acolher+).

Além disso, a Estratégia Nacional de Trabalho Digno, Educação e Geração de Renda para Pessoas LGBTQIA+ (Empodera+) possibilitou a capacitação de mais de 5 mil pessoas por meio de programas e iniciativas que promovem autonomia econômica, geração de renda e ampliação de oportunidades.

Para a secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, este foi o maior orçamento da história.

"A gente está aqui no corpo a corpo mostrando para as pessoas o que nós conseguimos fazer mesmo com o apagão que tivemos [no governo anterior], com o desmonte que tivemos."

Em entrevista à Agência Brasil a secretária destacou que o investimento do governo federal foi destinado principalmente para ações de empregabilidade, trabalho digno e acolhimento das pessoas LGBT+ em situação de vulnerabilidade.

"Tem ações de bem-viver, porque queremos chegar nos territórios. A gente não quer falar só com [a população] LGBT+, que é a mais que vem numa migração forçada da sua cidade para os grandes centros urbanos. Então, fomos para o território de fronteira e para as aldeias indígenas e produziu muito diálogo, com acesso a direitos e redes protetivas."

A Feira

A Feira Cultural da Diversidade e Empreendedorismo LGBT+ ocorre nesta quinta-feira (4), no Vale do Anhangabaú, centro da capital paulista. É um festival gratuito que reúne cultura, empreendedorismo e cidadania, reunindo mais de 180 artistas e 100 expositores.

Segundo Heitor Werneck, coordenador artístico da feira, o espaço foi concebido para fortalecer pequenos negócios, gerar oportunidades comerciais e ampliar a visibilidade de empreendedores LGBTQIA+, incentivando a geração de renda e o desenvolvimento econômico da comunidade.

"Temos aqui um espaço para falar sobre sexualidade. Além disso, somos o único evento do Brasil que é 100% inclusivo. Damos espaço para LGBTs que são cadeirantes, por exemplo. Aqui tem espaço para eles. E eles estão aqui se apresentando, cantando ou frequentando o espaço", afirmou Werneck.
Uma das pessoas que esteve visitando o local na tarde de hoje foi o jovem Fabrício Florencio, 23 anos, que vive em São Paulo. "Acho a feira muito importante. Não só por eventos como a Parada, mas também por ter um momento em que podemos encontrar semelhantes aos nossos e que estão aqui lutando pela mesma coisa, o direito de existir”, disse à reportagem.

Durante todo o dia, a feira está oferecendo uma ampla programação cultural e formativa, com exibições de cinema, intervenções artísticas e rodas de conversa voltadas a temas de interesse da comunidade LGBTQIA+ e da sociedade em geral, como saúde mental, redução de danos, direitos humanos, combate à discriminação, inclusão social, diversidade e fortalecimento das políticas públicas.

A programação também está homenageando artistas e personalidades que contribuíram para a construção da história da comunidade LGBTQIA+ no país, reforçando a importância da arte como instrumento de transformação social e resistência cultural.

O encerramento do evento ficará por conta da cantora MC Trans, uma voz importante da representatividade trans no país e que cedeu o seu cachê, já que a ParadaSP deste ano tem enfrentado dificuldades na adesão de patrocínio.

Segundo Werneck, as empresas e o Poder Público vêm diminuindo orçamentos destinados para causas LGBT+, o que tem trazido dificuldades, não só para manter eventos como a Feira da Diversidade e a ParadaSP, como também os projetos sociais e culturais que são mantidos ao longo do ano.

"Estão diminuindo os números de políticas públicas para LGBT. Aí, fazemos um super evento e ttemos que ficar rastejando, tanto para a prefeitura quanto com os patrocinadores. É importante para as pessoas verem que mesmo sem patrocínio ser faz a feita", afirmou à Agência Brasil. "E isso, porque estamos com 98% da rede hoteleira de São Paulo [ocupada para a ParadaSP). Só aqui na parada, a gente emprega diretamente 1,8 mil pessoas."

A ParadaSP

A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo será realizada no próximo domingo (7), na Avenida Paulista.

Neste ano, o evento celebra 30 anos de existência e leva para as ruas o tema 30 anos da Parada SP: A rua convoca, a urna confirma. A proposta é promover reflexões sobre cidadania, democracia, direitos conquistados e participação social.

"A gente sabe que precisa estar organizada nas ruas. Foi esse processo organizado que trouxe uma conquista, que é a própria secretaria (nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+). Se hoje eu estou secretária, é fruto dessa luta, é fruto dessa jornada. E a gente não pode deixar de sair nas ruas mesmo quando o discurso de ódio internacional tem se intensificado contra nós. Então, continuamos firmes para seguir denunciando e a gente vai virar esse jogo", disse secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+.

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