Classificação em grupos terroristas tem repercussão mundial
The New York Times cita pressão da família Bolsonaro; El País cita possível intervenção militar


Líder do PCC, Marcola, é transferido de presídio | Arquivo
A decisão do Departamento de Estado dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas teve repercussão mundial. A medida foi noticiada pelos mais importantes jornais internacionais.
O The New York Time afirmou em manchete que "Após nova pressão dos Bolsonaros, EUA classificam gangues brasileiras como grupos terroristas".
Segundo o jornal, a decisão foi tomada após "meses de lobby agressivo dos filhos do ex-presidente preso, Jair Bolsonaro, um aliado próximo de Trump", ressaltando que Flávio Bolsonaro (PL) planeja se candidatar à Presidência da República.
"A medida surge poucos dias depois de dois dos filhos de Bolsonaro, um dos quais planeja se candidatar à presidência ainda este ano, terem visitado Trump na Casa Branca."

O espanhol El País disse que a decisão pode abrir caminho para uma intervenção militar no Brasil.

O francê Le Monde ressaltou que o governo brasileiro se opôs veementemente à classificação, e estampou a foto do secretário de Estado dos EUA, Marco Rúbio.

O The Guardian também cita o encontro de Trump e Flávio Bolsonaro, "escolhido para concorrer no lugar de seu pai, Jair Bolsonaro – que está impedido de concorrer por estar em prisão domiciliar após ter sido condenado por tentativa de golpe."
















