Chefe de gabinete de Milei renuncia após denúncias
Em carta, Manuel Adorni anunciou a decisão, negou irregularidades e disse ser alvo de perseguição; ele é acusado de enriquecimento ilícito
Caroline Vale
27/06/2026, 22:34 • Atualizado em 27/06/2026, 22:39
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Javier Milei e Manuel Adorni. | Reprodução/Redes sociais
Manuel Adorni, chefe de gabinete do presidente da Argentina Javier Milei, renunciou ao cargo após ser alvo de uma denúncia por suposto enriquecimento ilícito e ocultação de patrimônio. A saída foi aceita pelo presidente e anunciada pelo próprio ex-ministro em uma carta pública de despedida publicada neste sábado (27).
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No documento, Adorni agradece a Milei pela confiança e afirma que, pela primeira vez desde o início do governo, decidiu contrariar um desejo do presidente ao deixar o cargo. "Obrigado por entender as razões e por me compreender; pela primeira vez desde aquele 10 de dezembro de 2023 estou indo contra os seus desejos. Obrigado por, desta vez, ter aceitado minha renúncia ao cargo de chefe de Gabinete de Ministros da Nação."
Nos últimos meses, ele passou a ser investigado pela Justiça argentina por suspeita de enriquecimento ilícito, após surgirem questionamentos sobre a evolução de seu patrimônio. Em junho, ele admitiu ter omitido cerca de US$ 500 mil (cerca de R$ 2,6 milhões) em suas declarações de bens, afirmando que o dinheiro era fruto de economias e investimentos realizados antes de ingressar no governo e que posteriormente regularizou a situação por meio do programa oficial de anistia fiscal. Adorni nega ter cometido qualquer crime.
Ao longo da carta, o ex-chefe de gabinete afirma que ele e sua família foram alvo de ataques e acusações falsas: "As mentiras que foram ditas foram das mais variadas: viagens que nunca existiram, gastos astronômicos e luxuosos, contratos inexistentes, mansões e carros de luxo, empresas de criptomoedas, sociedades no Uruguai, cirurgias estéticas de milhares de dólares e dezenas de outras falsidades."
Adorni também negou envolvimento em corrupção e afirmou que nunca houve qualquer fato que comprovasse as acusações. "Fui tratado como criminoso e corrupto sem que houvesse um único fato de corrupção contra mim", declarou Adorni, que tem 46 anos.
Segundo ele, o desgaste provocado pelas acusações o levou a deixar o cargo para proteger a família: "A perseguição tem um limite, e eu descobri qual é o meu."
Apesar da renúncia, Adorni reafirmou apoio ao governo de Javier Milei e disse acreditar que o projeto político do presidente deve continuar.
Gracias por su confianza Presidente. Ha sido un verdadero honor.
Chefe de gabinete de Milei renuncia após denúnciasEm carta, Manuel Adorni anunciou a decisão, negou irregularidades e disse ser alvo de perseguição; ele é acusado de enriquecimento ilícitoMundo2026-06-27T22:34:44.665Z, chefe de gabinete do presidente da Javier Milei, renunciou ao cargo após ser alvo de uma denúncia por suposto enriquecimento ilícito e ocultação de patrimônio. A saída foi aceita pelo presidente e anunciada pelo próprio ex-ministro em uma carta pública de despedida publicada neste sábado (27). No documento, Adorni agradece a Milei pela confiança e afirma que, pela primeira vez desde o início do governo, decidiu contrariar um desejo do presidente ao deixar o cargo. "Obrigado por entender as razões e por me compreender; pela primeira vez desde aquele 10 de dezembro de 2023 estou indo contra os seus desejos. Obrigado por, desta vez, ter aceitado minha renúncia ao cargo de chefe de Gabinete de Ministros da Nação." Nos últimos meses, ele passou a ser investigado pela Justiça argentina por suspeita de enriquecimento ilícito, após surgirem questionamentos sobre a evolução de seu patrimônio. Em junho, ele admitiu ter omitido cerca de US$ 500 mil (cerca de R$ 2,6 milhões) em suas declarações de bens, afirmando que o dinheiro era fruto de economias e investimentos realizados antes de ingressar no governo e que posteriormente regularizou a situação por meio do programa oficial de anistia fiscal. Adorni nega ter cometido qualquer crime. Ao longo da carta, o ex-chefe de gabinete afirma que ele e sua família foram alvo de ataques e acusações falsas: "As mentiras que foram ditas foram das mais variadas: viagens que nunca existiram, gastos astronômicos e luxuosos, contratos inexistentes, mansões e carros de luxo, empresas de criptomoedas, sociedades no Uruguai, cirurgias estéticas de milhares de dólares e dezenas de outras falsidades." Adorni também negou envolvimento em corrupção e afirmou que nunca houve qualquer fato que comprovasse as acusações. "Fui tratado como criminoso e corrupto sem que houvesse um único fato de corrupção contra mim", declarou Adorni, que tem 46 anos. Segundo ele, o desgaste provocado pelas acusações o levou a deixar o cargo para proteger a família: "A perseguição tem um limite, e eu descobri qual é o meu." Apesar da renúncia, Adorni reafirmou apoio ao governo de Javier Milei e disse acreditar que o projeto político do presidente deve continuar.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/chefe-de-gabinete-de-milei-renuncia-apos-denuncias