Câmara dos EUA aprova pacote de corte de impostos e gastos sociais de Trump
Projeto torna permanentes cortes de impostos de 2017 e amplia isenções fiscais prometidas pelo republicano na campanha; imigrantes também serão afetados
S
R
SBT News, Reuters
03/07/2025, 20:24 • Atualizado em 04/07/2025, 00:56
compartilhar
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira (3) o pacote de cortes de impostos proposto pelo presidente Donald Trump. O texto, batizado de "Big, beautiful bill" (grande e linda lei, numa tradução livre) foi aprovado por 218 votos a 214 e representa uma das principais vitórias legislativas do republicano neste novo mandato. A lei agora segue para sanção presidencial.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
A proposta amplia os cortes de impostos individuais e corporativos implementados em 2017, tornando permanente a redução, e cria novos incentivos fiscais, como isenções para gorjetas, horas extras, idosos e financiamentos de automóveis, promessas feitas por Trump durante a campanha de 2024.
Segundo o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO), órgão apartidário, o pacote de 869 páginas deverá aumentar a dívida nacional em US$ 3,4 trilhões – praticamente 10% do total estimado em US$ 36,2 trilhões. A proposta também corta drasticamente recursos de programas sociais, como o Medicaid e subsídios à energia verde, além de reduzir a rede de segurança alimentar.
Segundo o CBO, cerca de 12 milhões de pessoas podem perder o acesso ao Medicaid, devido a mudanças como exigência de trabalho, regras mais rígidas de elegibilidade e cortes no financiamento federal aos estados. Para suavizar o impacto, os republicanos destinaram US$ 50 bilhões a provedores de saúde rural.
Durante a votação, apenas dois dos 220 deputados republicanos votaram contra, enquanto todos os democratas se posicionaram contrários, acusando o projeto de ser um "presente aos bilionários" à custa das famílias de baixa renda.
"O foco desse projeto de lei, a justificativa para todos os cortes que prejudicarão os norte-americanos comuns, é oferecer enormes incentivos fiscais aos bilionários", criticou o líder democrata Hakeem Jeffries, em um discurso de 8 horas e 46 minutos, o mais longo da história da Câmara.
Já a deputada republicana Virginia Foxx (Carolina do Norte) celebrou a proposta: "Este projeto traz alívio fiscal histórico para as famílias trabalhadoras, fortalece a segurança nas fronteiras e combate desperdícios em programas públicos."
A versão final do texto traz cortes mais profundos do que o aprovado inicialmente em maio, incluindo a exclusão de regulamentações estaduais sobre inteligência artificial e a retirada de um imposto retaliatório sobre investimentos estrangeiros, medida que vinha preocupando Wall Street.
Apesar das críticas sobre o impacto fiscal, o texto também evita que a maioria dos norte-americanos enfrente aumentos de impostos no fim deste ano, quando os cortes de 2017 expirariam.
Câmara dos EUA aprova pacote de corte de impostos e gastos sociais de TrumpProjeto torna permanentes cortes de impostos de 2017 e amplia isenções fiscais prometidas pelo republicano na campanha; imigrantes também serão afetados
Mundo2025-07-03T20:24:33.136ZA Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira (3) o pacote de cortes de impostos proposto pelo presidente Donald Trump. O texto, batizado de "Big, beautiful bill" (grande e linda lei, numa tradução livre) foi aprovado por 218 votos a 214 e representa uma das principais vitórias legislativas do republicano neste novo mandato. A lei agora segue para sanção presidencial. A proposta amplia os cortes de impostos individuais e corporativos implementados em 2017, tornando permanente a redução, e cria novos incentivos fiscais, como isenções para gorjetas, horas extras, idosos e financiamentos de automóveis, promessas feitas por Trump durante a campanha de 2024. Segundo o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO), órgão apartidário, o pacote de 869 páginas deverá aumentar a dívida nacional em US$ 3,4 trilhões – praticamente 10% do total estimado em US$ 36,2 trilhões. A proposta também corta drasticamente recursos de programas sociais, como o Medicaid e subsídios à energia verde, além de reduzir a rede de segurança alimentar. Segundo o CBO, cerca de 12 milhões de pessoas podem perder o acesso ao Medicaid, devido a mudanças como exigência de trabalho, regras mais rígidas de elegibilidade e cortes no financiamento federal aos estados. Para suavizar o impacto, os republicanos destinaram US$ 50 bilhões a provedores de saúde rural. Durante a votação, apenas dois dos 220 deputados republicanos votaram contra, enquanto todos os democratas se posicionaram contrários, acusando o projeto de ser um "presente aos bilionários" à custa das famílias de baixa renda. "O foco desse projeto de lei, a justificativa para todos os cortes que prejudicarão os norte-americanos comuns, é oferecer enormes incentivos fiscais aos bilionários", criticou o líder democrata Hakeem Jeffries, em um discurso de 8 horas e 46 minutos, o mais longo da história da Câmara. Já a deputada republicana Virginia Foxx (Carolina do Norte) celebrou a proposta: "Este projeto traz alívio fiscal histórico para as famílias trabalhadoras, fortalece a segurança nas fronteiras e combate desperdícios em programas públicos." A versão final do texto traz cortes mais profundos do que o aprovado inicialmente em maio, incluindo a exclusão de regulamentações estaduais sobre inteligência artificial e a retirada de um imposto retaliatório sobre investimentos estrangeiros, medida que vinha preocupando Wall Street. Apesar das críticas sobre o impacto fiscal, o texto também evita que a maioria dos norte-americanos enfrente aumentos de impostos no fim deste ano, quando os cortes de 2017 expirariam. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/camara-dos-eua-aprova-pacote-de-corte-de-impostos-de-trump-que-aumenta-verba-contra-imigrantes-e-corta-programas-sociais