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Putin diz a Trump que não recuará em objetivos de guerra em ligação, diz Kremlin

Líderes também conversaram sobre o conflito dos Estados Unidos com o Irã; veja

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SBT News, com informações da Reuters
03/07/2025, 18:40 • Atualizado em 03/07/2025, 18:40
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Putin diz a Trump que não recuará em objetivos de guerra em ligação, diz Kremlin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma ligação nesta quinta-feira (3) que Moscou quer um fim negociado para a guerra na Ucrânia, mas não recuará de seus objetivos originais, disse Yuri Ushakov, um assessor do Kremlin.

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Em uma conversa que também abordou o Irã e o Oriente Médio, Trump "levantou novamente a questão de um fim antecipado da ação militar" na Ucrânia, afirmou o assessor a repórteres.

Putin disse que a Rússia estava pronta para continuar negociando, mas que Moscou permanecia focada em remover o que chama de "causas raízes" do conflito, que já dura quatro anos.

"Vladimir Putin, por sua vez, observou que continuamos buscando uma solução política e negociada para o conflito", acrescentou Ushakov.

Putin informou Trump sobre a implementação dos acordos firmados entre a Rússia e a Ucrânia no mês passado para a troca de prisioneiros de guerra e soldados mortos, afirmou Ushakov.

O assessor também destacou que Moscou estava pronta para continuar as negociações com Kiev.

"Nosso presidente também disse que a Rússia alcançará os objetivos que estabeleceu: ou seja, a eliminação das causas profundas bem conhecidas que levaram ao estado atual das coisas, ao atual confronto agudo, e a Rússia não recuará desses objetivos", acrescentou.

Não havia nada no comunicado do Kremlin que sugerisse que Putin tivesse feito qualquer mudança na posição de Moscou durante a conversa com Trump.

O republicano assumiu o cargo com a promessa de encerrar a guerra rapidamente, mas expressou frustração frequente com a falta de progresso entre os dois lados.

O que seriam as "causas raízes" da guerra?

A expressão "causas profundas" é uma abreviação para o argumento do Kremlin de que foi compelido a entrar em guerra na Ucrânia para impedir que o país ingressasse na Otan e fosse usado pela aliança ocidental como plataforma de lançamento para atacar a Rússia.

A Ucrânia e seus aliados europeus dizem que esse é um pretexto para o que chamam de uma guerra de estilo imperial, mas Trump, em comentários públicos anteriores, demonstrou simpatia pela recusa de Moscou em aceitar a adesão da Ucrânia à Otan.

Putin e Trump não conversaram sobre a decisão dos EUA de suspender alguns envios de armas críticas para a Ucrânia, disse Ushakov.

Sobre o Irã, o assessor afirmou:

"O lado russo enfatizou a importância de resolver todas as disputas, desacordos e situações de conflito exclusivamente por meios políticos e diplomáticos".

No mês passado, Trump lançou bombardeiros militares dos EUA para atacar três instalações nucleares iranianas, em uma ação condenada por Moscou como não provocada e ilegal.

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