Pimenta cita VAR e diz que vai levar Carlos Viana ao Conselho de Ética do Senado
Ao SBT News, deputado afirmou que presidente da CPMI do INSS fraudou deliberadamente votação que determinou quebra de sigilo de Lulinha

SBT News
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) disse ao SBT News nesta quinta-feira (26) que apresentou ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), provas de que houve uma “fraude deliberada” durante a votação para quebrar o sigilo de um dos filhos do presidente Lula (PT) na CPMI do INSS.
Imagens da sessão da CPMI indicam que a base governista derrotou o requerimento por 14 votos a 10, mas o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), considerou que só haviam 7 votos e deferiu os pedidos de quebra de sigilo.
Além de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, também foram votados conjuntamente 82 requerimentos que envolveram quebras de sigilo de figuras como Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master e atual controlador do Banco Pleno, e Leila Pereira, presidente da Crefisa e do Palmeiras.

Pimenta avaliou que Viana “optou por cometer uma ilegalidade” na contagem de votos, favorecendo a oposição - da qual o presidente da comissão faz parte. Além de pedir a anulação da sessão, o deputado afirmou que fará uma representação contra o senador no Conselho de Ética.
"Não foi um acaso, foi uma fraude deliberada. ele tomou uma decisão de violar o regimento da casa, a democracia. É muito grave, e ele precisa responder pelo o que ele fez”, afirmou.
Apesar do resultado desfavorável, Pimenta se mostrou tranquilo por considerar que está amparado por imagens da sessão para comprovar a irregularidade, o que comparou ao VAR do futebol. "O presidente aqui [Carlos Viana] é do tempo antigo, ele não se deu conta que estava sendo transmitido ao vivo pela TV Senado, que tinham muitos fotógrafos, que todo o momento da votação está registrado".
Em entrevista ao analista do SBT News, Ranier Bragon, Viana afirmou que agiu dentro do regimento ao seguir o painel eletrônico, que registrava, em votação anterior, a presença de 31 integrantes da CPMI.
Ao final da sessão desta quinta-feira (26), o presidente da CPMI do INSS também falou sobre o assunto. Ele disse que houve uma tentativa de esvaziar os trabalhos e impedir o avanço da investigação. Também afirmou que seriam necessários 16 votos contrários para rejeitar a pauta.
“Não existe quórum por fotografia, não existe quórum por narrativa, não existe quórum por interpretação posterior [...] Eu contei, contei em voz alta, contei duas vezes. Não havia número suficiente. Mesmo que se alegue a existência de 14 parlamentares em pé, o que não havia acontecido no momento em que fiz a leitura, ainda assim não se alcançam os 16. Portanto, a rejeição à pauta de hoje não foi aprovada. O resultado proclamado seguiu estritamente o regimento”, afirmou.
Investigação da PF
Pimenta também comentou sobre o aval que o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu janeiro a um pedido da Polícia Federal de quebra de sigilos de Lulinha. A informação foi divulgada pelo jornal digital Poder360 e confirmada pelo SBT News.
"Não acho que ninguém está acima da lei. Se a Polícia Federal, se o ministro André Mendonça em algum inquérito tem indícios ou a necessidade de fazer essa quebra, é um direito que ele tem. O que estou dizendo é que, no diz que respeito a descontos associativos do INSS e crédito consignado, que é o objeto desta CPMI, não existe nada que vincule nem ao filho, nem ao irmão e nem a nenhuma pessoa da família do presidente Lula", afirmou.








