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Brasil, Espanha e México anunciam ajuda a Cuba em declaração conjunta

Crise no país se agravou desde o início do ano, quando Donald Trump bloqueou o fornecimento de petróleo à ilha

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Havana, Cuba | Reprodução/Vaticano

Brasil, Espanha e México divulgaram uma carta conjunta em apoio a Cuba, diante do agravamento da crise humanitária na ilha. Os três países se comprometem a intensificar a ajuda ao moradores da ilha para "aliviar o sofrimento do povo".

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Sem citar diretamente os Estados Unidos, a declaração defende o direito internacional e os princípios da soberania e da integridade territorial.

A crise em Cuba se agravou com o endurecimento das sanções dos Estados Unidos. Desde janeiro, o país norte-americano bloqueou o fornecimento de petróleo à ilha. Os moradores sofrem ainda com escassez de alimentos.

Donald Trump já declarou em ocasiões anteriores que pode fazer "tudo o que quiser" com Cuba, um vizinho soberano.

Veja íntegra da nota:

"À luz da evolução da situação em Cuba e das circunstâncias dramáticas enfrentadas pelo povo cubano, os governos de Brasil, Espanha e México:

1. Expressam sua profunda preocupação com a grave crise humanitária que afeta o povo cubano e instam para que sejam tomadas as medidas necessárias para aliviar essa situação e prevenir ações que agravem as condições de vida da população ou contrárias ao direito internacional. Comprometem-se a intensificar a resposta humanitária coordenada, visando a aliviar o sofrimento do povo cubano.

2. Reiteram a necessidade de respeitar, em todos os momentos, o direito internacional e os princípios da integridade territorial, da igualdade soberana e da solução pacífica de controvérsias, consagrados na Carta das Nações Unidas.

3. Reafirmam seu compromisso inabalável com os direitos humanos, os valores democráticos e o multilateralismo e, nesse contexto, fazem um chamado a um diálogo sincero, respeitoso e em conformidade com o direito internacional e com os princípios da Carta das Nações Unidas. Seu objetivo deve ser encontrar uma solução duradoura para a situação atual, a fim de criar as condições para que o próprio povo cubano decida seu futuro em total liberdade."

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