Autores de atentado antissemita na Austrália eram pai e filho, diz polícia
Pai, de 50 anos, foi morto pela polícia, enquanto o filho, de 24 anos, também foi baleado, mas sobreviveu; ele estado 'em estado crítico, mas estável'

Policiais do lado de fora da casa dos supostos autores de atentado antissemita que deixou ao menos 15 vítimas fatais em Sydney, na Austrália | Foto: Reuters - 14.12.2025
Os autores do atentado antissemita que deixou ao menos 15 vítimas fatais e 40 feridos, neste domingo (14), eram pai e filho. O ataque foi realizado durante uma celebração do festival judaico de Hanukkah na praia de Bondi, em Sydney.
Segundo o comissário de polícia de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon, o pai, morto pela polícia, tinha 50 anos. Ele tinha licença para ter armas de fogo e acredita-se que todas as suas armas tenham sido apreendidas. O filho, de 24 anos, também foi baleado, mas sobreviveu. Ele está "em estado crítico, mas estável".
Em discurso durante cerimônia de Hanukkah Beit Shemesh, no distrito de Jerusalém, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu afirmou que a política do governo do primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, incentiva o antissemitismo na Austrália. Ele ainda acusou Albanese de "não fazer nada" para proteger a comunidade judaica no país.
Albanese afirmou, em 11 de agosto, que a Austrália reconheceria o Estado palestino na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em setembro, medida que seguiu anúncios semelhantes da França, Reino Unido e Canadá. À época, Netanyahu escreveu uma carta ao primeiro-ministro, alegando que o posicionamento "incentivava o ódio aos judeus" no país.
"Isso incentiva o antissemitismo", disse Netanyahu no discurso deste domingo. "Vocês estão pedindo um Estado palestino e, na prática, estão recompensando o Hamas pelo massacre horrível que cometeram em 7 de outubro. Vocês estão legitimando todos esses manifestantes violentos e não movem um dedo para eliminar esses centros de terror. Isso levará a mais assassinatos."
Após o atentado, Albanese convocou uma reunião do Conselho de Segurança Nacional do país neste domingo e condenou o ataque, afirmando que a maldade desencadeada era "incompreensível". O governo brasileiro também condenou o ataque e reafirmou "enérgico repúdio" a todo ato de terrorismo e a quaisquer manifestações de antissemitismo, ódio e intolerância religiosa.
De acordo com o governo brasileiro, até o momento não há registro de cidadãos brasileiros entre as vítimas. O Consulado-Geral do Brasil em Sydney segue monitorando a situação e informou que pode ser acionado em caso de emergência.















