Ataques deixam policiais mortos no Paquistão e ampliam tensão com o Afeganistão
Ações ocorreram em duas províncias e foram assumidas pelo Talibã paquistanês em meio a novos conflitos entre Islamabad e Cabul


Reuters
Militantes emboscaram um veículo da polícia e um homem-bomba atacou um posto de controle em ataques separados no Paquistão nesta terça-feira (24), informou a polícia. O país enfrenta uma escalada da violência militante e novas tensões com o Afeganistão.
Na cidade de Kohat, na província de Khyber Pakhtunkhwa, no noroeste do país, militantes atacaram uma patrulha policial. Cinco policiais morreram e o veículo foi incendiado, segundo um porta-voz da corporação. Dois civis também morreram.
Em um incidente separado, no distrito de Bhakkar, na província de Punjab, um homem-bomba atacou o posto de controle interprovincial de Dajal.
O chefe da polícia distrital de Bhakkar, Shahzad Rafique, informou que dois policiais morreram e cinco pessoas ficaram feridas.
O Talibã paquistanês, também conhecido como Tehreek-e-Taliban Paquistão, assumiu a responsabilidade pelos dois ataques.
No sábado, o Paquistão realizou ataques aéreos no Afeganistão contra o que classificou como alvos militantes responsáveis por uma série de recentes atentados suicidas em solo paquistanês.
Islamabad afirmou que grupos militantes têm recebido refúgio no Afeganistão, de onde planejam e executam ataques através da fronteira.
O Afeganistão negou a acusação e declarou que a militância é um problema interno do Paquistão.
Cabul e a Organização das Nações Unidas afirmaram que os ataques mataram pelo menos 13 civis.
“O ataque do Paquistão foi um ato de terrorismo que teve como alvo civis em solo afegão e violou a soberania do Afeganistão”, afirmou o porta-voz do governo Taliban, Zabihullah Mujahid, nesta terça-feira.
Os distritos na fronteira com o Afeganistão há muito tempo abrigam uma variedade de grupos militantes islâmicos, incluindo o Tehreek-e-Taliban Paquistão, que luta contra o Estado desde 2007.









