Ataque russo com mais de 700 mísseis e drones deixa 17 mortos na Ucrânia
Bombardeios alvejaram todo o país, incluindo a capital, Kiev, onde um menino de 12 anos foi atingindo


Camila Stucaluc
A Rússia lançou um ataque massivo contra a Ucrânia na madrugada desta quinta-feira (16). Segundo a Força Aérea, foram 703 mísseis e drones lançados contra o país, sendo que 667 foram abatidos pelos sistemas de defesa. Até o momento, as autoridades contabilizam 17 mortes e 115 feridos.
Os ataques atingiram regiões em toda a Ucrânia. Na capital, Kiev, quatro pessoas morreram, incluindo um menino de 12 anos, e 54 ficaram feridas. Em Odessa, o número de óbitos chega a oito, enquanto em Dnipropetrovsk, as autoridades registram três mortes. Na região de Kherson, o chefe da administração militar regional, Oleksandr Prokudin, reportou dois óbitos e 11 feridos.
Os novos bombardeios ocorrem durante a busca do presidente Volodymyr Zelensky por sistemas de defesa aérea. Nos últimos dias, o político vem se encontrando com aliados europeus, visando firmar novos acordos militares. Na quarta-feira (15), Zelensky se reuniu com autoridades italianas, com quem discutiu medidas para cooperação em segurança tanto na Ucrânia como na Europa.
“Todos precisamos de um sistema de defesa moderno e verdadeiramente eficaz, capaz de proteger contra quaisquer ameaças. A guerra mudou, e agora, sem uma proteção genuinamente forte contra todo tipo de drone, ninguém pode se sentir seguro”, disse Zelensky, em coletiva conjunta com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.
Na declaração, o presidente ucraniano ainda cobrou os aliados de continuar pressionando a Rússia para encerrar a guerra. “Sanções contra a Rússia, impedir a normalização da Rússia em sua forma atual e garantir apoio suficiente à Ucrânia realmente importam para a paz”, afirmou.
Diálogo congelado
O avanço da ofensiva russa ocorre em meio à pressão dos Estados Unidos por um acordo entre Ucrânia e Rússia — que seguem divergindo das condições para elaboração de um plano de paz. Em fevereiro, o presidente Donald Trump estipulou prazo até junho para os países acabarem com a guerra, com um cronograma “claro dos eventos”. A sequência de bombardeios, contudo, dificultam o progresso dos diálogos.









