Ataque de Israel mata brasileiros no Líbano; Itamaraty fala em “consternação”
Bombardeios no domingo (26) atingiram casa e mataram mãe e filho brasileiros, e pai libanês; outro filho do casal, também brasileiro, está hospitalizado


SBT News
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou na noite desta segunda-feira (27) que ataques de Israel no sul do Líbano mataram dois brasileiros – mãe e filho de 11 anos –, além do pai da família, de origem libanesa. Um segundo filho, também brasileiro, está hospitalizado, segundo informações do governo.
A família foi atingida enquanto estava em casa no distrito de Bint Jeil, no domingo (26), em uma série de bombardeios que deixaram ao menos 14 mortos e 37 feridos, conforme o governo libanês.
Em nota, o Itamaraty criticou o que chamou de “reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo” firmado entre Israel e Líbano em 16 de abril. Ambos os lados acusam o outro de quebrar a trégua, e ataques israelenses já mataram dezenas de civis no Líbano nos últimos dias. Por outro lado, Israel acusa o grupo armado Hezbollah de seguir ameaçando a paz na região e de ser responsável pela morte de um soldado francês que cumpria missão de paz da ONU no Líbano.
O governo brasileiro cobrou a cessação imediata das hostilidades e a “retirada completa das forças israelenses do território libanês".
“Ao expressar sinceras condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah. Condena, ainda, as demolições sistemáticas de residências e de outras estruturas civis no sul do Líbano, levadas a efeito, ao longo das últimas semanas, pelas forças israelenses, e a persistência do deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses", diz o Itamaraty.
Na quinta (23), Israel e Líbano concordaram em prorrogar o cessar-fogo, inicialmente de 10 dias, por mais três semanas. O período de trégua buscava incentivar as delegações a negociar um acordo definitivo de paz, com foco no desarmamento do Hezbollah, entendimento essencial para destravar as negociações entre Estados Unidos e Irã.









