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Argentina terá greve geral contra reforma trabalhista nesta quinta (19); Milei alerta jornalistas

Em meio às mobilizações, o governo argentino determinou medidas específicas para a atuação da imprensa durante a cobertura dos protestos

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A greve de trabalhadores iniciada nesta quarta-feira (18) afetou operações portuárias estratégicas na Argentina e ocorre em meio a uma greve geral convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), uma das principais centrais sindicais do país.

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O movimento ocorre em um momento decisivo, já que a Câmara dos Deputados deve analisar o projeto de reforma trabalhista, aprovado pelo Senado na semana passada, nesta quinta-feira (19).

Em meio às mobilizações, o governo argentino determinou medidas específicas para a atuação da imprensa durante a cobertura dos protestos previstos entre os dias 18 e 20 de fevereiro de 2026, nas proximidades do Congresso Nacional, em Buenos Aires.

Segundo o Ministério da Segurança Nacional, jornalistas, cinegrafistas e equipes devem evitar se posicionar entre manifestantes e forças de segurança, para reduzir riscos em caso de confrontos.

"Com o objetivo de reduzir situações de risco, recomenda-se (à imprensa) evitar posicionar-se entre eventuais focos de violência e o efetivo das forças de segurança destacado para a operação", disse o Ministério da Segurança da Argentina, em um comunicado.

Greve afeta operações portuárias e exportações

Nesta quarta-feira (18), a greve de trabalhadores marítimos paralisou as exportações de grãos e derivados na Argentina, especialmente na região portuária de Rosário, um dos principais centros agroexportadores do mundo.

A paralisação afeta operações essenciais, como atracação e desatracação de navios, transporte prático e serviços de apoio às embarcações.

Segundo Gustavo Idígoras, presidente da Câmara de Exportadores e Processadores de Grãos (CIARA-CEC), a greve de 48 horas interrompeu completamente as atividades do setor.

“Isso claramente paralisa totalmente as atividades de agroexportação e nos parece uma medida totalmente política e distante das necessidades específicas”, afirmou Idígoras.

A região de Rosário concentra grande parte das exportações agrícolas do país, especialmente de soja e derivados, um dos principais produtos da economia argentina.

O sindicato dos trabalhadores da indústria de oleaginosas (SOEA), que atua em San Lorenzo — área próxima ao porto onde estão importantes usinas de processamento de soja — também aderiu à paralisação.

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