Brasil e mais 100 países condenam expansão de Israel na Cisjordânia
Países afirmam que medidas violam direito internacional e reforçam ocupação de territórios palestinos


Leonardo Almeida
O Brasil e mais 100 países divulgaram um comunicado conjunto, nesta quinta-feira (18), condenando a expansão de Israel na Cisjordânia. As nações reafirmaram o compromisso de adotar medidas com base no direito internacional e nas resoluções das Nações Unidas. Os palestinos consideram a iniciativa israelense uma anexação de fato do território.
O comunicado também considera ilegal a política de assentamento em território palestino, bem como as ameaças de deslocamento forçado e anexação. O grupo entende que as medidas ampliam a presença israelense em territórios ocupados desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental.
“Condenamos veementemente as decisões e medidas unilaterais israelenses destinadas a expandir a presença ilegal de Israel na Cisjordânia. Tais decisões são contrárias às obrigações de Israel nos termos do direito internacional e devem ser imediatamente revertidas. Sublinhamos, a esse respeito, a nossa firme oposição a qualquer forma de anexação”, diz a nota conjunta, divulgada no fim do dia pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE).
No domingo (15), o governo de Israel aprovou a abertura de registro de terras na Cisjordânia. A medida permitirá que colonos israelenses comprem terras na região. O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que a iniciativa tem como objetivo promover transparência e resolver disputas fundiárias.
Cisjordânia
A Cisjordânia é uma das áreas reivindicadas pelos palestinos para compor um futuro Estado próprio. A maior parte do território fica sob o comando do Exército israelense, com autonomia palestina limitada em algumas áreas administradas pela Autoridade Palestina, organização apoiada por países do Ocidente.









