Brasil e mais 100 países condenam expansão de Israel na Cisjordânia
Países afirmam que medidas violam direito internacional e reforçam ocupação de territórios palestinos
Leonardo Almeida
19/02/2026, 01:50 • Atualizado em 19/02/2026, 01:51
compartilhar
O Brasil e mais 100 países divulgaram um comunicado conjunto, nesta quinta-feira (18), condenando a expansão de Israel na Cisjordânia. As nações reafirmaram o compromisso de adotar medidas com base no direito internacional e nas resoluções das Nações Unidas. Os palestinos consideram a iniciativa israelense uma anexação de fato do território.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
O comunicado também considera ilegal a política de assentamento em território palestino, bem como as ameaças de deslocamento forçado e anexação. O grupo entende que as medidas ampliam a presença israelense em territórios ocupados desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental.
“Condenamos veementemente as decisões e medidas unilaterais israelenses destinadas a expandir a presença ilegal de Israel na Cisjordânia. Tais decisões são contrárias às obrigações de Israel nos termos do direito internacional e devem ser imediatamente revertidas. Sublinhamos, a esse respeito, a nossa firme oposição a qualquer forma de anexação”, diz a nota conjunta, divulgada no fim do dia pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE).
No domingo (15), o governo de Israel aprovou a abertura de registro de terras na Cisjordânia. A medida permitirá que colonos israelenses comprem terras na região. O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que a iniciativa tem como objetivo promover transparência e resolver disputas fundiárias.
Cisjordânia
A Cisjordânia é uma das áreas reivindicadas pelos palestinos para compor um futuro Estado próprio. A maior parte do território fica sob o comando do Exército israelense, com autonomia palestina limitada em algumas áreas administradas pela Autoridade Palestina, organização apoiada por países do Ocidente.
Brasil e mais 100 países condenam expansão de Israel na CisjordâniaPaíses afirmam que medidas violam direito internacional e reforçam ocupação de territórios palestinos
Mundo2026-02-19T01:50:43.985ZO Brasil e mais 100 países divulgaram um conjunto, nesta quinta-feira (18), condenando a expansão de na . As nações reafirmaram o compromisso de adotar medidas com base no direito internacional e nas resoluções das Nações Unidas. Os palestinos consideram a iniciativa israelense uma anexação de fato do território. O comunicado também considera ilegal a política de assentamento em território palestino, bem como as ameaças de deslocamento forçado e anexação. O grupo entende que as medidas ampliam a presença israelense em territórios ocupados desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental. “Condenamos veementemente as decisões e medidas unilaterais israelenses destinadas a expandir a presença ilegal de Israel na Cisjordânia. Tais decisões são contrárias às obrigações de Israel nos termos do direito internacional e devem ser imediatamente revertidas. Sublinhamos, a esse respeito, a nossa firme oposição a qualquer forma de anexação”, diz a nota conjunta, divulgada no fim do dia pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE). No domingo (15), o governo de Israel aprovou a abertura de registro de terras na Cisjordânia. A medida permitirá que colonos israelenses comprem terras na região. O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que a iniciativa tem como objetivo promover transparência e resolver disputas fundiárias. Cisjordânia A Cisjordânia é uma das áreas reivindicadas pelos palestinos para compor um futuro Estado próprio. A maior parte do território fica sob o comando do Exército israelense, com autonomia palestina limitada em algumas áreas administradas pela Autoridade Palestina, organização apoiada por países do Ocidente. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/brasil-e-mais-100-paises-condenam-expansao-de-israel-na-cisjordania