Mundo

Reforma trabalhista de Milei é aprovada pelo Senado argentino em meio a protestos

Texto ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados; pelo menos 70 manifestantes foram detidos em ato contra projeto

Avatar de Emanuelle Menezes
Avatar de com informações da Reuters
Emanuelle Menezes, com informações da Reuters
12/02/2026, 12:18 • Atualizado em 12/02/2026, 12:18
compartilhar
Votação de reforma trabalhista no Senado da Argentina ultrapassou a madrugada | Reuters

Votação de reforma trabalhista no Senado da Argentina ultrapassou a madrugada | Reuters

O Senado argentino aprovou, na madrugada desta quinta-feira (12), a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei. A votação do projeto provocou amplos protestos de sindicatos e organizações sociais em frente ao Congresso, que terminaram em confrontos violentos com policiais. Pelo menos 70 manifestantes foram detidos, segundo o jornal Clarín.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Para garantir a aprovação do texto, o governo precisou fazer modificações na proposta, que acabou conseguindo o apoio de 42 senadores. Trinta parlamentares votaram contra. Agora, o projeto precisa passar pela Câmara dos Deputados.

Manifestantes e policiais entraram em confronto em frente à Praça do Congresso | Reuters
Manifestantes e policiais entraram em confronto em frente à Praça do Congresso | Reuters

A proposta de "modernização trabalhista" de Milei busca incentivar o trabalho formal – a informalidade atualmente ultrapassa 40% na Argentina –, ao mesmo tempo em que reduz as indenizações e o número de processos judiciais por demissões sem justa causa. Os sindicatos argumentam que ela privará os trabalhadores de direitos fundamentais.

A reforma também modifica o pagamento de horas extras, cria um fundo de demissões e restringe o alcance das greves ao estabelecer um mínimo de serviços que os sindicatos devem garantir ao realizar um protesto, além de afetar seu financiamento ao limitar as contribuições dos trabalhadores aos sindicatos.

A senadora Patricia Bullrich, do partido governista, defendeu a legislação como necessária para "equilibrar um sistema desequilibrado" e combater o excesso de litígios, enquanto o senador da oposição Mariano Recalde argumentou que a lei não contém disposições que beneficiem os trabalhadores.

O partido governista aceitou 28 alterações de última hora e conseguiu apoio suficiente da oposição mais moderada após mais de 12 horas de sessão. Em um comunicado divulgado pela Presidência da República, Javier Milei comemorou a aprovação preliminar.

"Esta lei representa um ponto de virada na história trabalhista argentina. Após anos de litígios trabalhistas que beneficiaram apenas alguns, burocracia excessiva e regulamentações obsoletas diante de profundas mudanças econômicas e tecnológicas, estamos agora testemunhando uma profunda transformação que restaura a previsibilidade, o dinamismo e a liberdade ao mercado de trabalho. A Argentina da indústria de litígios está prestes a chegar ao fim", disse.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: México x Inglaterra na Copa do Mundo; siga em tempo real

México x Inglaterra na Copa do Mundo; siga em tempo real

Imagem da notícia: Brasil tem pior campanha na Copa do Mundo em 36 anos

Brasil tem pior campanha na Copa do Mundo em 36 anos

Imagem da notícia: Bruno Guimarães perde pênalti e encerra série de 40 anos

Bruno Guimarães perde pênalti e encerra série de 40 anos

Imagem da notícia: Trump celebra suspensão de cartão vermelho de Balogun

Trump celebra suspensão de cartão vermelho de Balogun

Imagem da notícia: México x Inglaterra na Copa do Mundo; siga em tempo real

México x Inglaterra na Copa do Mundo; siga em tempo real

Imagem da notícia: Brasil tem pior campanha na Copa do Mundo em 36 anos

Brasil tem pior campanha na Copa do Mundo em 36 anos

Imagem da notícia: Bruno Guimarães perde pênalti e encerra série de 40 anos

Bruno Guimarães perde pênalti e encerra série de 40 anos

Imagem da notícia: Trump celebra suspensão de cartão vermelho de Balogun

Trump celebra suspensão de cartão vermelho de Balogun

Últimas notícias

Flávio Bolsonaro chega aos EUA para audiência sobre tarifas

Pré-candidato à Presidência da República desembarca no país a 2 dias de reunião com o governo americano; senador assistirá jogo do Brasil em Washington

Martinelli substitui Paquetá contra Noruega; veja escalação

Atacante do Arsenal é a escolha de Carlo Ancelotti para substituir Paquetá, lesionado, em duelo decisivo contra a Noruega pelas oitavas da Copa

Opep+ decide elevar produção de petróleo a partir de agosto

Cartel aumentará cotas em 188 mil barris por dia enquanto exportações pelo Estreito de Ormuz se recuperam

Trump liga para Putin e tem conversa de 1h30 sobre Ucrânia

Presidente dos EUA ligou para líder russo no dia em que EUA comemoraram 250 anos da independência; cúpula da Otan será realizada nesta semana, em Istambul

Vozinha, de Cabo Verde, dispara em seguidores e cola na CBF

Goleiro está com 26 milhões de seguidores no Instagram até o início da tarde deste domingo, enquanto perfil da seleção contra com 26,8 milhões

Ataque nos EUA deixa 8 feridos em churrasco da independência

Tiroteio ocorreu durante a noite de sábado (4) em evento que celebrava os 250 anos de independência dos EUA em Coney Island, no Brooklyn