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Rússia bloqueia totalmente o WhatsApp e promove alternativa apoiada pelo Estado

Autoridades russas, que também bloqueiam ou restringem plataformas como Snapchat, Facebook, Instagram e YouTube, têm promovido fortemente o Max

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Logo do WhatsApp em tela de celular | 27/10/2025/Reuters/Dado Ruvic

O aplicativo de mensagens norte-americano WhatsApp, de propriedade da Meta, foi completamente bloqueado na Rússia por não cumprir a legislação local, informou o Kremlin nesta quinta-feira (12), sugerindo que os russos passem a utilizar um "aplicativo de mensagens instantâneas nacional" apoiado pelo Estado.

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"Devido à relutância da Meta em cumprir a legislação russa, essa decisão foi de fato tomada e implementada", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a repórteres, propondo que os russos mudem para o MAX, aplicativo de mensagens estatal da Rússia.

"O MAX é uma alternativa acessível, um mensageiro em desenvolvimento, um mensageiro nacional, e está disponível no mercado para os cidadãos como alternativa", declarou Peskov.

Críticos dizem que o MAX é uma ferramenta de vigilância, algo que as autoridades negam.

A medida contra o WhatsApp é o desfecho de seis meses de pressão sobre a empresa norte-americana e reflete uma iniciativa mais ampla das autoridades russas, em tempo de guerra, para criar e controlar uma infraestrutura de comunicações em que as empresas de tecnologia estrangeiras se submetem às leis locais ou desaparecem.

A Meta Russia já havia sido designada como uma organização extremista, e o WhatsApp havia reclamado do que considerava uma tentativa de bloquear totalmente seu serviço.

"Hoje, o governo russo tentou bloquear totalmente o WhatsApp em um esforço para levar as pessoas a usar um aplicativo de vigilância estatal", afirmou em comunicado.

"Tentar isolar mais de 100 milhões de usuários de uma comunicação privada e segura é um retrocesso e só pode levar a menos segurança para as pessoas na Rússia."

Alguns nomes de domínio associados ao WhatsApp desapareceram do registro nacional de nomes de domínio da Rússia, o que significa que os dispositivos dentro da Rússia pararam de receber seus endereços IP do aplicativo e que ele só poderia ser acessado usando uma rede privada virtual (VPN).

A Roskomnadzor, agência reguladora estatal de comunicações, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

As autoridades russas, que também bloqueiam ou restringem plataformas de mídia social como Snapchat, Facebook, Instagram e YouTube, têm promovido fortemente o MAX, que, segundo críticos, poderia ser usado para rastrear usuários.

As autoridades rejeitaram essas acusações como falsas e afirmam que o MAX, que integra vários serviços relacionados ao governo, foi projetado para simplificar e melhorar a vida cotidiana dos cidadãos.

(Reportagem de Mrinmay Dey na Cidade do México, Chandni Shah em Bengaluru, Gleb Stolyarov, Ron Popeski e Andrew Osborn em Moscou)

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