Mundo

"Ainda há mais por vir", diz Netanyahu sobre guerra no Irã

Fala do primeiro-ministro israelense ocorre após Donald Trump, presidente dos EUA, indicar que conflito poderia terminar "em breve"

Imagem da noticia "Ainda há mais por vir", diz Netanyahu sobre guerra no Irã
Netanyahu em vídeo divulgado pelo Gabinete de Imprensa do Governo Israelense nesta terça-feira (10) | Reuters
,

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse nesta segunda-feira (9) que "ainda há mais por vir" na guerra contra o Irã. A fala contradiz uma declaração recente do presidente dos EUA, Donald Trump, que indicou que o conflito no Oriente Médio poderia terminar em breve.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover
"Não há dúvida de que, por meio das ações tomadas até agora, estamos quebrando seus ossos e ainda há mais por vir", disse Netanyahu em um vídeo divulgado pelo Gabinete de Imprensa do Governo.

As imagens, divulgadas nesta terça-feira (10), mostram Netanyahu em uma visita ao Centro Nacional de Comando Sanitário. No discurso, ele também afirmou que aspirava libertar os iranianos da "tirania".

"Nossa aspiração é permitir que o povo iraniano se liberte do jugo da tirania", disse o premiê.

Trump afirmou que a guerra contra o Irã deve terminar "muito em breve" em um encontro com republicanos, na segunda-feira. Horas depois, porém, ameaçou retaliar com mais força o país caso o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz fosse interrompido.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que não permitiria a exportação de "um litro de petróleo" do Oriente Médio caso os ataques dos EUA e de Israel continuassem. Em tom de ameaça, o major-general Ali Mohammad Naeini afirmou que o exército iraniano está preparado para a presença norte-americana na região.

Estreito de Ormuz

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, motivado pelo programa nuclear iraniano, escalou para o Estreito de Ormuz. A região, situada entre o Irã e Omã, é um ponto estratégico global por ser um corredor marítimo, sendo a principal rota de saída para cerca de 20% do petróleo mundial.

Por esse motivo, confrontos militares na região levantam sérias preocupações sobre a segurança energética e a estabilidade do mercado global de petróleo. Nesta semana, por exemplo, os mercados financeiros iniciaram sob forte tensão, elevando o preço do petróleo acima de US$ 100 por barril, o que provocou queda acentuada nas bolsas americanas, devido ao fechamento contínuo do estreito.

Em meio ao cenário, Trump ameaçou o Irã com novos ataques, caso a passagem não seja liberada, dizendo, inclusive, que considera assumir o controle da rota marítima. O republicano afirmou que a atuação dos Estados Unidos no estreito seria um “presente” para a China e outros países que dependem do petróleo bruto e do gás natural transportados pela rota.

Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã chegou a afirmar que qualquer país árabe ou europeu que rompesse relações diplomáticas com Estados Unidos e Israel teria a passagem garantida pelo estreito. “Direito e liberdade totais de transitar pela via”, disse o grupo, citado pela estatal iraniana IRIB.

Últimas Notícias