Pré-mercado em Nova York desaba com piora no Irã e petróleo a US$ 100
Índices futuros chegaram a recuar 2% nos negócios na noite deste domingo (8)


Exame.com
Os mercados financeiros iniciaram a semana sob forte tensão, com a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã elevando o preço do petróleo acima de US$ 100 por barril e provocando queda acentuada nos futuros das bolsas americanas.
Os contratos futuros ligados ao Dow Jones Industrial Average caíam cerca de 966 pontos, ou 2%, nas primeiras negociações. Já os futuros do S&P 500 e do Nasdaq 100 recuavam aproximadamente 1,6%.
O movimento ocorre após uma forte disparada do petróleo. O barril do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, saltou 18%, ultrapassando US$ 108 — a primeira vez acima de US$ 100 desde julho de 2022. Já o petróleo Brent, referência internacional, avançou 16%, superando US$ 107.
A alta foi impulsionada por cortes na produção de grandes produtores do Oriente Médio após o fechamento contínuo do Estreito de Hormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. O Kuwait anunciou redução na oferta, enquanto relatos indicam que a produção do Iraque caiu cerca de 70%.
Em Wall Street, analistas avaliam que o patamar de US$ 100 por barril pode representar um limite crítico para a economia global caso o conflito se prolongue.
Na semana passada, o petróleo americano já havia acumulado alta superior a 35%, a maior desde o início da negociação do contrato futuro em 1983. No mesmo período, o Dow Jones Industrial Average recuou cerca de 3%, registrando sua pior semana desde que o presidente Donald Trump anunciou novas tarifas comerciais no início de abril de 2025.
Segundo Rick Rieder, diretor de investimentos da BlackRock, em entrevista à CNBC, os mercados estão “claramente nervosos” diante da incerteza sobre a duração e o impacto econômico da guerra no Oriente Médio.
Além da tensão geopolítica, investidores também acompanham indicadores importantes previstos para esta semana, como dados de inflação, emprego e crescimento econômico nos Estados Unidos, além de resultados corporativos de empresas como Oracle e outras varejistas americanas.









