Justiça

Vorcaro pede para STF investigar vazamento de conversas de celular, mas não nega diálogo com Moraes

Em nota à imprensa, advogados afirmam que suposto diálogo de Vorcaro com Alexandre de Moraes pode ter sido editado ou tirado de contexto

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Basília Rodrigues
06/03/2026, 12:08 • Atualizado em 06/03/2026, 12:08
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Daniel Vorcaro | Foto: divulgação/Banco Master

Daniel Vorcaro | Foto: divulgação/Banco Master

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que investigue o vazamento de informações dos celulares dele apreendidos pela investigação sobre o banco Master.

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Em nota à imprensa, diz que são “conversas íntimas, pessoais e que expõem terceiros não envolvidos com os fatos, além de supostos diálogos com autoridade e até o ministro do STF, Alexandre de Moraes, talvez editadas e tiradas de contexto, têm sido divulgadas para os mais diversos órgãos de comunicação”.

Os advogados afirmam que receberam os dados dos aparelhos no dia 3 de março de 2026 em um HD, que foi lacrado. “Diante da gravidade da situação, a defesa requereu que seja instaurado inquérito para identificar a origem dos vazamentos e que a autoridade policial apresente a relação de todas as pessoas que tiveram acesso ao conteúdo dos aparelhos apreendidos”, afirmam.

A defesa observa que o objetivo do pedido não é investigar jornalistas ou quem recebeu as informações vazadas, mas identificar quem divulgou porque “tendo o dever legal de custodiar o material sigiloso, pode ter violado esse dever”, conclui.

Em nota ao jornal Globo, que divulgou mensagens atribuídas a Vocaro e o ministro Alexandre de Moraes, o STF diz que o Ministro “não recebeu essas mensagens referidas na matéria. Trata-se de ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o Supremo Tribunal Federal”.

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