STF forma maioria para rejeitar retorno da “revisão da vida toda” do INSS
Recursos pediam a volta do entendimento que beneficiava aposentados; 7 ministros já votaram contra
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Gabriella Furquim
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O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, na noite desta sexta-feira (20), contra recursos que pediam o retorno da “revisão da vida toda” do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Sete ministros já votaram contra os recursos: Kassio Nunes Marques (relator), Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. O julgamento ocorre no plenário virtual e os votos podem ser inseridos no sistema eletrônico até dia 27.
A chamada "revisão da vida toda" permitia que os segurados do INSS que aderiram à Previdência antes de 1994 optassem por um cálculo de aposentadoria mais vantajoso.
Em março deste ano, quando o STF derrubou o mecanismo. À época, a maioria da Corte avaliou que considerar salários recebidos antes da década de 90 (o que aumentaria valores dos benefícios) ao cálculo era inviável e que a transição estabelecida com a reforma do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) não possibilitava exceções.
A "nova" regra passou a considerar o fator previdenciário. Ou seja, o cálculo do benefício:
- A quem já era inscrito no INSS entre julho de 1994 até 1999, considerava 80% dos maiores salários;
- Para aqueles que passaram a ser segurados após a reforma, é feito a partir da média simples dos salários.
Entenda o que muda
No começo de 2024, o cenário era favorável aos aposentados, validando a "revisão da vida toda". Entretanto, após a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentar um parecer que o impacto seria de quase R$ 500 bilhões, o Supremo retrocedeu e reviu o posicionamento em 21 de março, considerando que o contribuinte não teria essa opção, por 7 votos a 4.
Sobre isso, o Instituto de Estudos Previdenciários (Ieprev) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) recorreram com os embargos de declaração (pedidos de esclarecimentos que poderiam reverter a resolução). Solicitaram que sejam excluídas do entendido as ações revisionais até a data do julgamento inicial.
As ações (nº 2.110 e 2.111) chegaram a ser inicialmente apreciadas em agosto, tendo o relator Nunes Marques sendo contrário ao recurso, o que manteria a decisão. Foi acompanhado por outros quatro ministros: Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.
Entretanto, Alexandre de Moraes solicitou destaque, um movimento que levaria o tema ao plenário físico, mas desistiu logo depois. Assim, as ações retornaram ao plenário digital, onde ministros podem mudar votos.
STF forma maioria para rejeitar retorno da “revisão da vida toda” do INSSRecursos pediam a volta do entendimento que beneficiava aposentados; 7 ministros já votaram contraJustiça2024-09-21T00:10:54.154ZO Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, na noite desta sexta-feira (20), contra recursos que pediam o retorno da “revisão da vida toda” do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Sete ministros já votaram contra os recursos: Kassio Nunes Marques (relator), Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. O julgamento ocorre no plenário virtual e os votos podem ser inseridos no sistema eletrônico até dia 27. A chamada "revisão da vida toda" permitia que os segurados do INSS que aderiram à Previdência antes de 1994 optassem por um cálculo de aposentadoria mais vantajoso. Em março deste ano, quando o STF derrubou o mecanismo. À época, a maioria da Corte avaliou que considerar salários recebidos antes da década de 90 (o que aumentaria valores dos benefícios) ao cálculo era inviável e que a transição estabelecida com a reforma do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) não possibilitava exceções. A "nova" regra passou a considerar o fator previdenciário. Ou seja, o cálculo do benefício: - A quem já era inscrito no INSS entre julho de 1994 até 1999, considerava 80% dos maiores salários; - Para aqueles que passaram a ser segurados após a reforma, é feito a partir da média simples dos salários. Entenda o que muda No começo de 2024, o cenário era favorável aos aposentados, validando a "revisão da vida toda". Entretanto, após a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentar um parecer que o impacto seria de quase R$ 500 bilhões, o Supremo retrocedeu e reviu o posicionamento em 21 de março, considerando que o contribuinte não teria essa opção, por 7 votos a 4. Sobre isso, o Instituto de Estudos Previdenciários (Ieprev) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) recorreram com os embargos de declaração (pedidos de esclarecimentos que poderiam reverter a resolução). Solicitaram que sejam excluídas do entendido as ações revisionais até a data do julgamento inicial. As ações (nº 2.110 e 2.111) chegaram a ser inicialmente apreciadas em agosto, tendo o relator Nunes Marques sendo contrário ao recurso, o que manteria a decisão. Foi acompanhado por outros quatro ministros: Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. Entretanto, Alexandre de Moraes solicitou destaque, um movimento que levaria o tema ao plenário físico, mas desistiu logo depois. Assim, as ações retornaram ao plenário digital, onde ministros podem mudar votos. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/justica/stf-forma-maioria-para-rejeitar-retorno-da-revisao-da-vida-toda-do-inss