Louça, banho e mangueira: gestos simples que ajudam a economizar água
Estado de SP vem sofrendo com racionamento desde agosto devido ao aumento no consumo e estiagem


SBT News
Com a intensa onda de calor que atinge o Estado de São Paulo, o consumo de água aumentou cerca de 60%, segundo o governo estadual. O resultado, aliado à falta de chuva, vem provocando a pior crise hídrica dos últimos anos na região.
Desde agosto, por determinação da Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Arsesp), a Região Metropolitana opera com racionamento no período noturno, das 19 horas às 5 horas, para preservar os mananciais que abastecem a região. Desde que foi implantada, a redução da pressão noturna economizou 57 bilhões de litros de água.
Contudo, o aumento do consumo e a estiagem continuam afetando o nível das represas do Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que atualmente opera com apenas 26,36% de sua capacidade. Os modelos meteorológicos indicam uma tendência de chuvas abaixo da média para janeiro, o que pode atrasar a recuperação dos mananciais que abastecem a Grande São Paulo.
O governo afirma que adotar gestos simples em atividades rotineiras, como tomar banho, escovar os dentes e lavar a louça, pode economizar centenas de litros de água e aliviar a pressão sobre o sistema de abastecimento de água. Veja alguns exemplos.
- Escovar os dentes com torneira fechada
Escovar os dentes de torneira fechada pode economizar até 12 litros por vez, o equivalente a 24 garrafinhas de 500 ml, ou seis panelas de arroz cheias.
- Banhos reduzidos
Com uma redução de 5 minutos de tempo de banho, é possível economizar até 80 litros, o equivalente a 160 garrafinhas de 500 ml. Essa quantidade de água é o suficiente para hidratar uma pessoa por 40 dias.
- Ensaboar louça com torneira fechada
Ensaboar a louça de torneira fechada pode economizar até 80 litros de água, o equivalente a dez banhos rápidos.
- Lavar o carro com balde
Lavar o carro com balde em vez de mangueira gera economia de até 300 litros, o equivalente a uma caixa de água pequena.
Conta mais cara
Além de ajudar na economia de água, os gestos ajudam a aliviar o bolso do consumidor, sobretudo os atendidos pela Sabesp. Isso porque, a partir de janeiro, a conta de água fica mais cara para os moradores das 371 cidades atendidas pela companhia, com aumentos que variam entre R$ 0,39 e R$ 1,07 por metro cúbico. O reajuste é o primeiro desde a privatização da empresa em julho de 2024.









