Ministros do STF tentam convencer Moraes a autorizar prisão domiciliar a Bolsonaro
Defesa de ex-presidente apresentou sexto pedido para deixar regime fechado


Cézar Feitoza
Parte do Supremo Tribunal Federal (STF) tenta convencer o ministro Alexandre de Moraes a autorizar a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a prisão domiciliar humanitária. São dois os principais motivos apontados por integrantes do Supremo: os sucessivos agravamentos na saúde de Bolsonaro e o momento sensível pelo qual o tribunal passa.
Três ministros e outros dois auxiliares afirmaram ao SBT News que o momento parece propício para o relaxamento da pena do ex-presidente. Eles contam que um ministro próximo de Moraes chegou a conversar com o relator para recomendar a mudança de postura.
A avaliação de uma parte do Supremo é que o agravamento da saúde de Bolsonaro na Papudinha pode aprofundar a crise do tribunal. A soltura seria ainda um gesto para a oposição, que pressiona o STF no caso Master.
Além das articulações dentro do tribunal, há ainda uma ofensiva de aliados de Bolsonaro pela domiciliar.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, se reuniu na terça-feira (17) com Moraes, no Supremo. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), mandou mensagens para o ministro do Supremo, segundo pessoas próximas ao ministro.
A tendência no STF é que Moraes peça um posicionamento da PGR (Procuradoria-Geral da República) antes de tomar uma decisão.
A defesa de Bolsonaro apresentou nesta semana o sexto pedido para a transferência do ex-presidente para a prisão domiciliar.
Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro está internado em Brasília. Ele trata uma broncopneumonia bacteriana bilateral. O ex-presidente deve permanecer na UTI até sábado (21).









