Ministros do STF defendem desmembramento do caso Master para limitar relatoria de Toffoli
Integrantes da Corte não descartam que Procuradoria Geral da República apresente denúncia sobre fatos principais e proponha a divisão de investigação


Basília Rodrigues
Diante da permanência do ministro Dias Toffoli na relatoria do caso Master, integrantes da Suprema Corte têm defendido um desmembramento do processo.
Há forte expectativa no tribunal de que as investigações resultem em denúncia pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. De acordo com ministros da Corte ouvidos pelo SBT News, a PGR pode pedir abertura de ação penal sobre os fatos principais que conduziram o caso ao STF e propor a divisão do restante em outros processos, o que poderia render o envio de parte do caso para primeira instância da justiça ou uma redistribuição entre ministros da própria Corte.
Após prorrogação do prazo, a investigação foi ampliada em 60 dias, que encerram em março. A partir disso, a PGR pode apresentar denúncia, que é o pedido para transformar o inquérito em ação penal.
Em despacho do dia 6 de janeiro, divulgado pelo SBT News, o ministro Toffoli afirma que verifica-se "que as investigações levadas a efeito no inquérito que estava em curso na 8º Vara Federal Criminal de São Paulo são ainda mais amplas do que aquelas objeto da 'Operação Compliance'".
A investigação apura a venda de ativos do Master para o Banco Regional de Brasília (BRB), e alcançou novas informações a partir de depoimentos e quebras de sigilo.
Houve até o momento duas fases da operação Compliance Zero. A segunda etapa avançou sobre irregularidades envolvendo fundos de investimento.
Na avaliação de fontes que acompanham o processo, o próprio ministro Toffoli tem demonstrado que está diante de um caso extenso e complexo. E que dificilmente todo material permaneça dentro de um só inquérito.









