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No pedido, a defesa alegou que Agostina, se condenada, poderia cumprir a pena na Argentina, com base em acordo entre os países. Os advogados citaram ainda ameaças que estariam sendo feitas por facções criminosas contra a turista.
"A paciente é primária, possui profissão definida – é advogada em seu país de origem – e demonstrou, desde o início, uma postura colaborativa, inclusive com a admissão da conduta que lhe é imputada. Tal comportamento não condiz com o perfil de quem pretende se furtar à responsabilidade por seus atos", argumenta o desembargador Luciano Silva Barreto.
Com a decisão , Agostina poderá voltar para o seu país de origem, mas terá que cumprir algumas medidas, como o pagamento de 60 salários mínimos como caução e manter seus endereços e contatos atualizados.
O caso
O caso aconteceu em janeiro deste ano. Agostina Paez foi flagrada cometendo um ato racista contra funcionários de um bar em Ipanema, zona sul do Rio.
Segundo a investigação, houve um desentendimento entre Agostina e suas amigas e um funcionário do bar, por causa de um suposto erro no pagamento. Ao sair do local, a argentina chamou o funcionário de "mono" ("macaco") e fez gestos imitando o animal. Ela também disse “negros de m*rda”, referindo-se aos outros trabalhadores.
A cena foi registrada em vídeo. As imagens foram gravadas pela própria vítima e mostram o momento do insulto racial. Em um dos vídeos, é possível ver que uma das amigas tenta impedir a argentina de continuar com os gestos racistas.
Justiça do Rio concede habeas corpus a turista argentina acusada de injúria racialAgostina Paez terá passaporte devolvido e poderá voltar ao seu país de origemJustiça2026-03-31T00:45:37.434ZA Justiça do Rio de Janeiro concedeu um habeas corpus para a turista argentina Agostina Paez, , na zona sul da cidade. No pedido, a defesa alegou que Agostina, se condenada, poderia cumprir a pena na Argentina, com base em acordo entre os países. Os advogados citaram ainda ameaças que estariam sendo feitas por facções criminosas contra a turista. "A paciente é primária, possui profissão definida – é advogada em seu país de origem – e demonstrou, desde o início, uma postura colaborativa, inclusive com a admissão da conduta que lhe é imputada. Tal comportamento não condiz com o perfil de quem pretende se furtar à responsabilidade por seus atos", argumenta o desembargador Luciano Silva Barreto. Com a decisão , Agostina poderá voltar para o seu país de origem, mas terá que cumprir algumas medidas, como o pagamento de 60 salários mínimos como caução e manter seus endereços e contatos atualizados. O caso O caso aconteceu em janeiro deste ano. Agostina Paez foi flagrada cometendo um ato racista contra funcionários de um bar em Ipanema, zona sul do Rio. Segundo a investigação, houve um desentendimento entre Agostina e suas amigas e um funcionário do bar, por causa de um suposto erro no pagamento. Ao sair do local, a argentina chamou o funcionário de "mono" ("macaco") e fez gestos imitando o animal. Ela também disse “negros de m*rda”, referindo-se aos outros trabalhadores. A cena foi registrada em vídeo. As imagens foram gravadas pela própria vítima e mostram o momento do insulto racial. Em um dos vídeos, é possível ver que uma das amigas tenta impedir a argentina de continuar com os gestos racistas.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/justica/justica-do-rio-concede-habeas-corpus-a-turista-argentina-acusada-de-injuria-racial
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