PM que matou artista plástico é condenado a 15 anos de prisão
NegoVila foi assassinado a tiros em 2020. Criminoso, porém, poderá recorrer em liberdade

Jota Abreu
O policial militar que matou o artista plástico NegoVila foi condenado a 15 anos de prisão em regime fechado. O crime foi cometido em novembro de 2020, em São Paulo (SP). O agente Ernest Granaro, porém, poderá recorrer da decisão em liberdade.
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NegoVila, nome artístico de Wellington Benfati, foi morto a tiros pelo sargento, no bairro de Vila Madalena, zona oeste da capital paulista. Os dois teriam discutido em frente a uma distribuidora de bebidas.
Oito testemunhas foram ouvidas durante o julgamento. Granaro foi preso em flagrante na época do crime e ficou detido no presídio Romão Gomes, da Polícia Militar. Ele foi solto em março deste ano. A juíza responsável pela decisão acrescentou que o assassino não pode ter arma de fogo e está impedido de voltar a trabalhar em patrulhamento na rua.
No dia do assassinato, o PM estava de folga e sem farda quando atirou no artista de 40 anos. De acordo com testemunhas, o Ministério Público sustentou que Granaro cometeu homicídio doloso, quando há a intenção de matar.
A defesa do agente alegou, inicialmente, que a situação foi em legítima defesa. Depois, mudou a versão para tiro acidental. NegoVila deixou uma filha que completou 11 anos em 2022.
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