Justiça

TSE não deixará voto "sofrer coação das milícias digitais", diz Moraes

Segundo ministro, "grande desafio da Justiça Eleitoral" em 2022 será dar resposta rápida

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SBT News
21/05/2022, 23:45 • Atualizado em 31/10/2023, 02:05
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Alexandre de Moraes (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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Em discurso no Congresso Paulista de Direito Eleitoral, na 6ª feira (20.mai), o ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou que, nas eleições deste ano, a Justiça Eleitoral garantirá que o voto colocado na urna eletrônica é o computado e não deixará esse voto "sofrer coação das milícias digitais".

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De acordo com o magistrado, essas milícias seguem uma cartilha iniciada com a extrema-direita dos Estados Unidos e "atacavam e continuam atacando os três pilares das democracias ocidentais, e é sempre a mesma sequência: a imprensa livre, as eleições diretas, periódicas, e o Poder Judiciário independente". Para atacar a imprensa tradicional, disse Moraes, elas fazem "surgir notícias, as famosas fake news" -- chamadas por ele como "notícias fraudulentas, porque são fraudes realmente preparadas" --, e as publicam "dentro de uma organização para que tenham mais acesso ainda à população do que a própria mídia tradicional, se aproveitando de um vácuo legislativo mundial".

Já falando sobre o ataque às eleições, disse que "não é questão de urna eletrônica, não eletrônica". Isso porque, explicou, nos Estados Unidos, por exemplo, o ataque foi contra o voto pelo correio. "O problema não é voto pelo correio, o problema não é o voto escrito, não é a urna eletrônica. O problema dessas milícias digitais é atacar a legitimidade das eleições. Então você pega um instrumento das eleições e ataca", pontuou.

Ainda nas palavras do ministro, "o grande desafio da Justiça Eleitoral" em 2022 será dar uma resposta rápida às ações dessas milícias. "O grande desafio vai ser rapidamente verificar, brecar e sancionar, para não deixar às vésperas das eleições isso proliferar. Eu tenho absoluta certeza que nós vamos conseguir isso", completou.

Próximo do final do discurso, afirmou não existir dúvidas sobre a transparência, a lisura e a integridade das urnas por parte de nenhum político dos partidos e presidente, "então não serão milícias digitais que vão tirar essa legitimidade de uma das grandes conquistas do Brasil que é estudada no mundo todo".

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