Trump anuncia criação de governo de transição para Faixa de Gaza
Nova gestão faz parte da segunda fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas; nomes ainda serão divulgados


Camila Stucaluc
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (15) a criação do governo de transição para a Faixa de Gaza. O republicano disse que os integrantes do grupo serão divulgados em breve, afirmando que “todos estão inabalavelmente comprometidos com um futuro pacífico”.
O governo transitório faz parte da segunda fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, mediado pelos Estados Unidos. Até que uma Autoridade Palestina reformada comece a administrar o enclave, a região será administrada pela gestão internacional, chamada de “Conselho da Paz”, chefiada por Trump e outros líderes, e composta por “palestinos qualificados”.
A segunda fase do acordo ainda engloba a saída das tropas israelenses da Faixa de Gaza e o desarmamento do Hamas. A última questão é considerada sensível, já que o grupo palestino abriu mão da governança do enclave, mas insistiu repetidamente que não renunciará às suas armas. Trump, contudo, disse estar confiante no assunto.
“Com o apoio do Egito, Turquia e Catar, garantiremos um acordo abrangente de desmilitarização com o Hamas, incluindo a entrega de todas as armas e o desmantelamento de todos os túneis. O Hamas deve imediatamente honrar seus compromissos e prosseguir sem demora para a desmilitarização total. Como já disse antes, eles podem fazer isso do jeito fácil ou difícil. O povo de Gaza já sofreu por tempo suficiente”, disse o republicano.
Plano de reconstrução
A implementação do governo transitório abrirá caminho para os planos de reconstrução de Gaza e o envio de uma força de estabilização internacional para garantir a segurança no território. Espera-se, também, a ampliação da ajuda humanitária no enclave palestino, limitada drasticamente por Israel durante os anos de guerra.
Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), 75% da população de Gaza apresenta níveis extremos de insegurança alimentar aguda e riscos críticos de desnutrição. A previsão é que a situação permaneça grave até abril deste ano, até que o cenário seja estabilizado, com cerca de 1,6 milhão de pessoas com altos níveis de insegurança alimentar aguda.









