Esposa de Ali Khamenei morreu depois de bombardeio que matou líder supremo, diz mídia iraniana
Mansouré Khojasteh Bagherzadeh, de 78 anos, era casada com o aiatolá desde 1965; ela morreu em decorrência de ferimentos do ataque no sábado


SBT News
A esposa do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morto depois dos ataques realizados em Teerã pelos Estados Unidos e Israel no sábado (28), também morreu em decorrência de ferimentos do bombardeio, segundo a veículos da mídia iraniana. Ela estava em coma desde os ataques. Até a publicação deste texto, o governo ainda não havia confirmado a morte oficialmente.
Mansouré Khojasteh Bagherzadeh, de 78 anos, era casada com o aiatolá Khamenei desde 1965, antes da Revolução Iraniana instalar o regime dos aiatolás e derrubar o xá pró-Ocidente em 1979. Eles tiveram quatro filhos e duas filhas.
Ela era filha de Mohammad Esmaeil Khojasteh Bagherzadeh, um empresário proeminente de Mashhad, um dos principais centros de peregrinação do islamismo xiita e a segunda maior cidade do país, com cerca de 3 milhões de habitantes. Era conhecida por seu perfil discreto e de poucas manifestações públicas, como é da cultura patriarcal iraniana.
Além de Khamenei e da esposa, os bombardeios também mataram uma filha, uma neta, uma nora e um genro do líder supremo iraniano.
Ataques
O Irã foi alvo de ataques coordenados por Estados Unidos e Israel durante o fim de semana. O bombardeio, que deixou mais de 500 mortos, ocorreu em meio à pressão da Casa Branca para concluir as negociações sobre o programa nuclear iraniano.
O presidente Donald Trump acusa Teerã de estar próximo de desenvolver uma bomba atômica, bem como mísseis de longo alcance. A afirmação é negada pelo regime iraniano, que afirma que o programa tem fins pacíficos e voltados à produção de energia limpa.
Khamenei foi declarado oficialmente morto na noite de sábado, pelo horário de Brasília. O regime iraniano disse que Khamenei estava em seu escritório em Teerã no momento do ataque, classificado pelos iranianos como "covarde". O país decretou 40 dias de luto nacional.
"Perdemos um grande líder e estamos de luto por ele, um líder que era único em termos de pureza de espírito, força de fé, engenhosidade nos assuntos, coragem diante dos arrogantes e jihad no caminho de Deus", disse um comunicado da Guarda Revolucionária do Irã.
Em seu lugar, o Irã escolheu provisoriamente o aiatolá Alireza Arafi como líder supremo interino no domingo (1º). Ainda não há previsão para que a Assembleia de Peritos, o colégio de clérigos que escolherá o próximo aiatolá, se reúna para oficializar a sucessão de Khamenei.









