Eleições

PF suspeita que áudio de Vorcaro foi gravado na prisão

Fontes da PF e da PGR dizem que áudio sobre repasse de R$ 30 milhões para documentário de Lula não consta das investigações

Avatar de Túlio Amâncio
Túlio Amâncio
Vorcaro presta depoimento e pede liberdade | Divulgação

Vorcaro presta depoimento e pede liberdade | Divulgação

A Polícia Federal (PF) suspeita que o áudio atribuído ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, divulgado pela revista "Veja", tenha sido gravado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde ele está preso.

Na gravação divulgada pela revista, uma voz atribuída a Vorcaro afirma que foram destinados cerca de R$ 30 milhões, em dinheiro vivo, para financiar um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dirigido pelo cineasta Oliver Stone.

🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique aqui

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover

Segundo fontes da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR) ouvidas pela reportagem, o áudio não aparece em nenhum momento das investigações envolvendo o ex-banqueiro nem nas tratativas para uma possível delação premiada.

A ausência do material nos procedimentos conhecidos pelas duas instituições levantou suspeitas sobre a origem da gravação e as circunstâncias em que ela teria sido produzida.

Uma investigação será aberta para esclarecer quem fez a gravação, quando ela ocorreu e de que forma o material chegou à imprensa.

Uma das principais suspeitas dentro da Polícia Federal é que o áudio tenha sido registrado durante uma visita a Vorcaro na prisão.

A hipótese chama a atenção porque visitantes não podem entrar com aparelhos celulares na unidade prisional, administrada pela Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF).

Caso seja confirmado que a gravação ocorreu dentro do presídio, os investigadores terão de esclarecer como o equipamento utilizado entrou na unidade e quem foi responsável pelo registro.

A PF também pretende apurar as circunstâncias em que o conteúdo foi produzido e divulgado.

Até o momento, a hipótese de gravação dentro da cadeia é tratada como suspeita. Não há confirmação sobre a autoria ou a data do registro.

Últimas notícias