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ONU diz que execução ao vivo dos EUA é uma forma de tortura

Organização classificou ideia de Trump como abominável; país anunciou transmissão de morte de autor de massacre no Texas em 2009

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Nidal Hasan é retratado em foto de arquivo sem data obtida pela Reuters em junho de 2012 | Reuters

Nidal Hasan é retratado em foto de arquivo sem data obtida pela Reuters em junho de 2012 | Reuters

A ONU (Organização das Nações Unidas) classificou como "abominável" o plano dos EUA de transmitirem ao vivo a execução de Nidal Hasan. A Organização disse ainda que essa ação dos norte-americanos poderia constituir uma violação das proibições contra a tortura.

"Esse tipo de execução pública que vimos em outros países, seja no Irã ou no Afeganistão... pode constituir uma forma de tratamento ou punição cruel, desumana ou degradante", disse o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, em uma coletiva de imprensa em Nova York.

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"Exibir isso ao vivo equivale a tornar o ato público e pode ser uma violação da proibição contra a tortura", disse ele. "Um governo executar alguém em público, ou diante de câmeras ao vivo, francamente, é abominável."

Hasan está preso acusado de matar 13 pessoas na base militar de Fort Hood em 2009. Ele está prestes a se tornar a primeira pessoa a ser executada por um pelotão de fuzilamento do exército norte-americano desde 1945. A execução está marcada para 3 de dezembro.

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