Membros da Procuradoria negam que ex-dono do Master tenha citado pagamento para o Instituto Lula em anexo de delação
Amanda Klein
Daniel Vorcaro | Divulgação/Banco Master
Membros da Procuradoria-Geral da República (PGR) que tiveram acesso à proposta de delação da defesa de Daniel Vorcaro afirmam que o ex-dono do Banco Master nunca mencionou ter destinado dinheiro ao Instituto Lula para a realização de um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Reportagem da revista "Veja", publicada nesta sexta-feira (9), afirma que Vorcaro teria apresentado à PGR, em junho do ano passado, um anexo de delação no qual cita o pagamento de R$ 30 milhões em espécie ao Instituto Lula, além de outra transferência de valor não especificado. No relato, Vorcaro afirma que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto teria solicitado o pagamento ao instituto.
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Em uma gravação apresentada pela revista, Vorcaro diz que investiu mais dinheiro no filme sobre Lula do que em "Dark Horse", cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na qual teria investido mais de R$ 60 milhões.
De acordo com a Veja, a PGR teria recusado o anexo apresentado pelo ex-banqueiro por falta de provas.
Fontes da PGR, no entanto, afirmam à Coluna que o filme sobre Lula nunca foi mencionado nas propostas de delação apresentadas pela defesa de Vorcaro e que desconhecem os fatos atribuídos ao ex-banqueiro na reportagem.
Sobre o áudio e os trechos do suposto anexo de delação publicados pela revista, membros da Procuradoria ouvidos pela Coluna afirmam que nunca haviam ouvido a gravação, inclusive porque a delação é um processo formal e tratado apenas com os advogados, sem contato direto com o réu.
Eles também dizem que os termos utilizados no texto atribuído a Vorcaro não seguem o padrão de uma proposta desse tipo. Segundo eles, uma proposta de delação deve ser redigida na terceira pessoa, com linguagem técnica e formal, e elaborada pelos advogados. O texto divulgado pela revista, por sua vez, está em primeira pessoa e utiliza expressões informais.
Outro trecho da reportagem aborda a suposta articulação do Banco Master com integrantes do PT, como Vaccari e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que à época chefiava a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, para viabilizar operações com fundos de pensão ligados ao Banco do Brasil, à Caixa Asset e à Previ.
Nesse caso, diferentemente do relato sobre o documentário a respeito de Lula, a PGR confirma que o episódio foi mencionado por Vorcaro, afirma que não é desconhecido e diz que está sob investigação.
A Coluna conversou com um dos advogados de Vorcaro, que disse também desconhecer o relato sobre o filme de Lula e que desde que passou a participar da defesa do ex-banqueiro, o tema nunca foi mencionado em depoimento à PF ou a ninguém.
Em nota, a campanha de Lula afirmou que a reportagem da "Veja" apresentou “acusações gravíssimas sem apresentar uma única prova” e classificou a publicação como uma “peça eleitoral irresponsável”. A campanha disse ainda que o suposto depoimento de Vorcaro não existe e que tomará medidas judiciais contra o que chamou de calúnias e vazamentos seletivos.
A Polícia Federal, por sua vez, disse, em nota, que Vorcaro não prestou depoimento com o conteúdo relatado pela revista nem entregou à instituição documentos ou informações sobre o suposto pagamento ao Instituto Lula.
Segundo a PF, as propostas de delação apresentadas pela defesa do ex-banqueiro não foram aceitas por não atenderem aos requisitos legais. A corporação também informou ter recebido uma notícia-crime sobre a reportagem e encaminhado o caso à área técnica para apuração.
PGR diz que Vorcaro nunca mencionou filme de LulaMembros da Procuradoria negam que ex-dono do Master tenha citado pagamento para o Instituto Lula em anexo de delaçãoBrasil2026-10-09T15:50:33.524ZMembros da Procuradoria-Geral da República (PGR) que tiveram acesso à proposta de delação da defesa de Daniel Vorcaro afirmam que o ex-dono do Banco Master nunca mencionou ter destinado dinheiro ao Instituto Lula para a realização de um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Reportagem da revista "Veja", publicada nesta sexta-feira (9), afirma que Vorcaro teria apresentado à PGR, em junho do ano passado, um anexo de delação no qual cita o pagamento de R$ 30 milhões em espécie ao Instituto Lula, além de outra transferência de valor não especificado. No relato, Vorcaro afirma que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto teria solicitado o pagamento ao instituto. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Em uma gravação apresentada pela revista, Vorcaro diz que investiu mais dinheiro no filme sobre Lula do que em "Dark Horse", cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na qual teria investido mais de R$ 60 milhões. De acordo com a Veja, a PGR teria recusado o anexo apresentado pelo ex-banqueiro por falta de provas. Fontes da PGR, no entanto, afirmam à Coluna que o filme sobre Lula nunca foi mencionado nas propostas de delação apresentadas pela defesa de Vorcaro e que desconhecem os fatos atribuídos ao ex-banqueiro na reportagem. Sobre o áudio e os trechos do suposto anexo de delação publicados pela revista, membros da Procuradoria ouvidos pela Coluna afirmam que nunca haviam ouvido a gravação, inclusive porque a delação é um processo formal e tratado apenas com os advogados, sem contato direto com o réu. Eles também dizem que os termos utilizados no texto atribuído a Vorcaro não seguem o padrão de uma proposta desse tipo. Segundo eles, uma proposta de delação deve ser redigida na terceira pessoa, com linguagem técnica e formal, e elaborada pelos advogados. O texto divulgado pela revista, por sua vez, está em primeira pessoa e utiliza expressões informais. Outro trecho da reportagem aborda a suposta articulação do Banco Master com integrantes do PT, como Vaccari e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que à época chefiava a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, para viabilizar operações com fundos de pensão ligados ao Banco do Brasil, à Caixa Asset e à Previ. Nesse caso, diferentemente do relato sobre o documentário a respeito de Lula, a PGR confirma que o episódio foi mencionado por Vorcaro, afirma que não é desconhecido e diz que está sob investigação. A Coluna conversou com um dos advogados de Vorcaro, que disse também desconhecer o relato sobre o filme de Lula e que desde que passou a participar da defesa do ex-banqueiro, o tema nunca foi mencionado em depoimento à PF ou a ninguém. Em nota, a campanha de Lula afirmou que a reportagem da "Veja" apresentou “acusações gravíssimas sem apresentar uma única prova” e classificou a publicação como uma “peça eleitoral irresponsável”. A campanha disse ainda que o suposto depoimento de Vorcaro não existe e que tomará medidas judiciais contra o que chamou de calúnias e vazamentos seletivos. A Polícia Federal, por sua vez, disse, em nota, que Vorcaro não prestou depoimento com o conteúdo relatado pela revista nem entregou à instituição documentos ou informações sobre o suposto pagamento ao Instituto Lula. Segundo a PF, as propostas de delação apresentadas pela defesa do ex-banqueiro não foram aceitas por não atenderem aos requisitos legais. A corporação também informou ter recebido uma notícia-crime sobre a reportagem e encaminhado o caso à área técnica para apuração.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/pgr-diz-que-filme-de-lula-nunca-foi-mencionado-por-vorcaro
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