Fachin nega acesso imediato de Fux a inquérito das fake news
Presidente do Supremo disse ao ministro que parte dos procedimentos está sob sigilo, o que impede o acesso à totalidade do inquérito por ora
José Matheus Santos
Ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal | Rosinei Coutinho/STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, informou ao ministro Luiz Fux que não é possível acessar de imediato todos os processos ligados ao inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news. O acesso integral aos processos do caso foi solicitado por Fux na quinta (8), em busca de identificar possíveis irregularidades processuais.
Conforme Fachin, 104 procedimentos vinculados ao inquérito ainda estão sob análise para envio à Procuradoria-Geral da República (PGR) ou à Polícia Federal (PF), a depender do caso. Por isso, não pode compartilhar esses processos enquanto não define o encaminhamento de cada um.
O presidente do Supremo assumiu a relatoria do inquérito depois de retirá-lo das mãos do ministro Alexandre de Moraes, em 9 de setembro. Na ocasião, Moraes chegou a incluir o colega André Mendonça como investigado na sequência da crise de acusações envolvendo informações encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
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“Sob a atual Presidência, pretende-se concluir responsavelmente essa trajetória, com o exame dos procedimentos ainda pendentes e, uma vez cumpridas as etapas processuais necessárias, promover o arquivamento definitivo do inquérito, garantindo-se então a ampla publicidade de todos os atos e o acesso integral a que almeja o ministro Luiz Fux", afirmou.
Além do inquérito das fake news, Fux também pediu acesso integral a outros dois: o das milícias digitais e da tentativa de golpe de Estado, que culminou no julgamento e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Fachin, porém, destacou a Fux que ambos os inquéritos são públicos e podem ser acessados pelo ministro sem restrições.
Como mostrou a Coluna do Túlio Amâncio, Fux fez os pedidos depois de demonstrar incômodo com uma reunião reservada entre Moraes e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, realizada na última terça-feira (6).
Segundo interlocutores, Fux considerou inadequado o encontro diante dos questionamentos ainda existentes sobre a atuação de Andrei no caso Banco Master, especialmente das suspeitas de que o chefe da PF teria agido para proteger Moraes de investigações.
Fachin nega acesso imediato de Fux a inquérito das fake newsPresidente do Supremo disse ao ministro que parte dos procedimentos está sob sigilo, o que impede o acesso à totalidade do inquérito por ora Política2026-10-09T21:32:08.994ZO presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, informou ao ministro Luiz Fux que não é possível acessar de imediato todos os processos ligados ao inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news. O acesso integral aos processos do caso foi solicitado por Fux na quinta (8), em busca de identificar possíveis irregularidades processuais. Conforme Fachin, 104 procedimentos vinculados ao inquérito ainda estão sob análise para envio à Procuradoria-Geral da República (PGR) ou à Polícia Federal (PF), a depender do caso. Por isso, não pode compartilhar esses processos enquanto não define o encaminhamento de cada um. O presidente do Supremo assumiu a relatoria do inquérito depois de retirá-lo das mãos do ministro Alexandre de Moraes, em 9 de setembro. Na ocasião, Moraes chegou a incluir o colega André Mendonça como investigado na sequência da crise de acusações envolvendo informações encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. “Sob a atual Presidência, pretende-se concluir responsavelmente essa trajetória, com o exame dos procedimentos ainda pendentes e, uma vez cumpridas as etapas processuais necessárias, promover o arquivamento definitivo do inquérito, garantindo-se então a ampla publicidade de todos os atos e o acesso integral a que almeja o ministro Luiz Fux", afirmou. Além do inquérito das fake news, Fux também pediu acesso integral a outros dois: o das milícias digitais e da tentativa de golpe de Estado, que culminou no julgamento e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Fachin, porém, destacou a Fux que ambos os inquéritos são públicos e podem ser acessados pelo ministro sem restrições. Como , Fux fez os pedidos depois de demonstrar incômodo com uma reunião reservada entre Moraes e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, realizada na última terça-feira (6). Segundo interlocutores, Fux considerou inadequado o encontro diante dos questionamentos ainda existentes sobre a atuação de Andrei no caso Banco Master, especialmente das suspeitas de que o chefe da PF teria agido para proteger Moraes de investigações.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/fachin-nega-acesso-imediato-de-fux-a-inquerito-das-fake-news
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