Reuniões de transição na Venezuela trazem avanços, diz EUA
Duas rodadas de negociação resultaram em reforma da Suprema Corte venezuelana, desbloqueio de páginas bloqueadas pelo governo e libertação de presos políticos
Isabela Rocha, com informações da Reuters
Dinorah Figuera e Marco Rubio em encontro nesta sexta-feira (9)
O Departamento de Estado americano afirmou nesta sexta-feira (9) que as reuniões entre o governo interino da Venezuela e a assembleia de 2015, que compõe o grupo de oposição ao regime Nicolás Maduro, estão produzindo avanços concretos a favor da transição democrática no país.
Duas rodadas de negociações resultaram em uma reforma da Suprema Corte venezuelana, restauração de acesso a mais de 70 domínios de internet anteriormente bloqueados pelo governo, incluindo jornais e agências de notícias, e a libertação de mais de 1.000 presos políticos, declarou o departamento em nota. O governo interino também anunciou a libertação programada de outros 177 presos.
“As negociações de reconciliação política estão produzindo reformas tangíveis nas liberdades civis e nos direitos políticos, lançando as bases para eleições confiáveis e uma transição democrática,” escreveu o departamento.
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O Secretário de Estado americano Marco Rubio se reuniu nesta sexta-feira (9) com Dinorah Figuera, presidente da assembleia de 2015. Ambos comentaram o encontro nas redes sociais.
“Obrigada ao Secretário Marco Rubio, em nome da Venezuela. São boas notícias seguir contando com o apoio dos Estados Unidos para conquistar a nossa ansiada democracia,” escreveu Figuera.
As delegações realizaram uma rodada de negociações em agosto e uma em setembro. Uma terceira rodada está agendada para 14 de outubro, de acordo com o comunicado.
Entre os libertados estão Juan Pablo Guanipa, assessor de Maria Corina Machado, Freddy Superlano, ex-candidato a governador e ex-membro da Assembleia Nacional, e Enrique Márquez, ex-candidato à presidência, de acordo com o comunicado.
Maria Corina Machado, um dos principais rostos da oposição, está exilada fora do país desde dezembro de 2025. Sua localização exata não é conhecida, mas ela deu uma entrevista em setembro no Panamá para o jornal americano "The Wall Street Journal". Ela não participa nesse momento das negociações.
A Assembleia Nacional da Venezuela publicou uma lei que reforma o processo de seleção da Suprema Corte, que contará com a nomeação de 32 novos juízes até dezembro, escreveu o departamento no documento. Um Conselho de Credenciamento composto por sete juízes vai avaliar os candidatos e enviá-los ao Comitê de Nomeações Judiciais, que terá a palavra final sobre a composição da corte. O Comitê de Nomeações Judiciais é composto por 11 membros da atual Assembleia Nacional e 12 membros da sociedade civil.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou no comunicado que as negociações de 14 de outubro devem se concentrar em finalizar o processo de seleção para o Supremo. Outras rodadas futuras terão como objetivo reformar o Conselho Nacional Eleitoral venezuelano.
A nota do governo de Donald Trump termina, ainda, com um recado ao Reino Unido:
“Saudamos os esforços conjuntos com o governo interino da Venezuela para recuperar o ouro no Reino Unido”.
Apurações de bastidor da imprensa internacional revelaram em meados de setembro que o governo venezuelano e uma parcela da oposição estavam perto de um acordo para transferir cerca de US$ 4 bilhões em ouro do Banco da Inglaterra para os Estados Unidos, que controlariam o acesso aos fundos. O Banco da Inglaterra retém há anos cerca de 31 toneladas de ouro venezuelano porque a Grã-Bretanha não reconhece a legitimidade de Nicolás Maduro.
O primeiro-ministro britânico Andy Burnham e o presidente americano Donald Trump têm mantido uma relação pragmática desde a posse do britânico neste julho.
Reuniões de transição na Venezuela trazem avanços, diz EUADuas rodadas de negociação resultaram em reforma da Suprema Corte venezuelana, desbloqueio de páginas bloqueadas pelo governo e libertação de presos políticosMundo2026-10-09T20:54:31.691ZO Departamento de Estado americano afirmou nesta sexta-feira (9) que as reuniões entre o governo interino da Venezuela e a assembleia de 2015, que compõe o grupo de oposição ao regime Nicolás Maduro, estão produzindo avanços concretos a favor da transição democrática no país. Duas rodadas de negociações resultaram em uma reforma da Suprema Corte venezuelana, restauração de acesso a mais de 70 domínios de internet anteriormente bloqueados pelo governo, incluindo jornais e agências de notícias, e a libertação de mais de 1.000 presos políticos, declarou o departamento em nota. O governo interino também anunciou a libertação programada de outros 177 presos. “As negociações de reconciliação política estão produzindo reformas tangíveis nas liberdades civis e nos direitos políticos, lançando as bases para eleições confiáveis e uma transição democrática,” escreveu o departamento. O Secretário de Estado americano Marco Rubio se reuniu nesta sexta-feira (9) com Dinorah Figuera, presidente da assembleia de 2015. Ambos comentaram o encontro nas redes sociais. “Obrigada ao Secretário Marco Rubio, em nome da Venezuela. São boas notícias seguir contando com o apoio dos Estados Unidos para conquistar a nossa ansiada democracia,” escreveu Figuera. As delegações realizaram uma rodada de negociações em agosto e uma em setembro. Uma terceira rodada está agendada para 14 de outubro, de acordo com o comunicado. Entre os libertados estão Juan Pablo Guanipa, assessor de Maria Corina Machado, Freddy Superlano, ex-candidato a governador e ex-membro da Assembleia Nacional, e Enrique Márquez, ex-candidato à presidência, de acordo com o comunicado. Maria Corina Machado, um dos principais rostos da oposição, está exilada fora do país desde dezembro de 2025. Sua localização exata não é conhecida, mas ela deu uma entrevista em setembro no Panamá para o jornal americano "The Wall Street Journal". Ela não participa nesse momento das negociações. A Assembleia Nacional da Venezuela publicou uma lei que reforma o processo de seleção da Suprema Corte, que contará com a nomeação de 32 novos juízes até dezembro, escreveu o departamento no documento. Um Conselho de Credenciamento composto por sete juízes vai avaliar os candidatos e enviá-los ao Comitê de Nomeações Judiciais, que terá a palavra final sobre a composição da corte. O Comitê de Nomeações Judiciais é composto por 11 membros da atual Assembleia Nacional e 12 membros da sociedade civil. O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou no comunicado que as negociações de 14 de outubro devem se concentrar em finalizar o processo de seleção para o Supremo. Outras rodadas futuras terão como objetivo reformar o Conselho Nacional Eleitoral venezuelano. A nota do governo de Donald Trump termina, ainda, com um recado ao Reino Unido: “Saudamos os esforços conjuntos com o governo interino da Venezuela para recuperar o ouro no Reino Unido”. Apurações de bastidor da imprensa internacional revelaram em meados de setembro que o governo venezuelano e uma parcela da oposição estavam perto de um acordo para transferir cerca de US$ 4 bilhões em ouro do Banco da Inglaterra para os Estados Unidos, que controlariam o acesso aos fundos. O Banco da Inglaterra retém há anos cerca de 31 toneladas de ouro venezuelano porque a Grã-Bretanha não reconhece a legitimidade de Nicolás Maduro. O primeiro-ministro britânico Andy Burnham e o presidente americano Donald Trump têm mantido uma relação pragmática desde a posse do britânico neste julho.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/reunioes-de-transicao-na-venezuela-trazem-avancos-diz-eua