Eleições

Deltan chama decisão do TSE de “violência eleitoral”

Campanha critica decisão monocrática de Floriano Marques na véspera da eleição e afirma que vai recorrer; nome e número permanecem na urna

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André Barbeiro , Caio Barcellos
Deltan Dallagnol | Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

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A campanha de Deltan Dallagnol (Novo) criticou a decisão do ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que indeferiu, neste sábado (3), o registro de candidatura do ex-procurador ao Senado pelo Paraná. A decisão foi tomada de forma individual, na véspera do primeiro turno, e ainda será analisada pelo plenário do tribunal.

Em nota, a campanha classificou a decisão como “a maior violência eleitoral da história do Brasil” e questionou a mudança de entendimento do ministro. Deltan também afirmou que a decisão teria sido tomada poucas horas antes da eleição e questionou se pesquisas eleitorais ou pressão política teriam influenciado a medida.

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“Anteontem o mesmo ministro deu uma decisão no meu caso dizendo que ele não poderia fazer isso que ele fez por conta da livre manifestação da soberania popular na escolha do eleitor, mas agora ele faz. O que mudou para ele contradizer a si mesmo?”, declarou Deltan.

O ministro Floriano acolheu recurso da Coligação Paraná para Todos e considerou que a exoneração de Deltan do cargo de procurador da República, em novembro de 2021, ocorreu quando havia risco disciplinar concreto, mantendo o entendimento de inelegibilidade adotado pelo TSE em 2023.

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A decisão também atingiu os suplentes da chapa e determinou que os votos atribuídos à candidatura sejam considerados nulos. O caso ainda será levado ao colegiado do TSE.

Apesar do indeferimento, a equipe de Deltan afirma que o nome e o número do candidato permanecem na urna. Segundo a campanha, os advogados já adotaram as medidas cabíveis para tentar reverter a decisão.

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