Datafolha: Lula e Flávio são rejeitados por 47%
Rejeição acontece após sessão do STF que julgou se Alexandre de Moraes deve ser investigado por relação com o banqueiro Daniel Vorcaro

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (17) mostra um empate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) nos maiores índices de rejeição dos candidatos à Presidência, com 47%.
No último levantamento, apresentado em 11 de setembro, os candidatos apareciam empatados, com 46% dos eleitores afirmando que não votariam neles de jeito nenhum.
+Datafolha: Lula tem 39% contra 36% de Flávio no 1º turno Na sequência estão Renan Santos (Missão) com rejeição de 15%, Romeu Zema (Novo) com 14%, Ronaldo Caiado (PSD) com 13% e Augusto Cury (Avante) com 9%.
Leia os resultados completos:
- Flávio Bolsonaro (PL): 47% (eram 46%)
- Lula (PT): 47% (eram 46%)
- Renan Santos (Missão): 15% (eram 17%)
- Romeu Zema (Novo): 14% (eram 16%)
- Ronaldo Caiado (PSD): 13% (eram 14%)
- Rui Costa Pimenta (PCO): 11% (eram 11%)
- Samara Martins (UP): 10% (eram 9%)
- Edmilson Costa (PCB): 10% (eram 9%)
- Escritor Augusto Cury (Avante): 9% (eram 10%)
- Clariana Barão (DC): 7% (eram 7%)
- Hertz Dias (PSTU): 7% (eram 7%)
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 6% (eram 7%)
- Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 2% (era 2%)
O Datafolha entrevistou 2.002 eleitores de 15 a 17 de setembro. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Folha da Manhã e pelo Grupo Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-04029/2026.
Essa é a primeira divulgação do Datafolha desde a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), realizada nesta terça-feira (15), que julgou se o ministro Alexandre de Moraes deve ser investigado por mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.
No entanto, o julgamento foi suspenso após o ministro Flávio Dino protocolar um pedido de vista, dando a ele mais tempo para analisar o caso. As regras do STF prevêem um prazo de 90 dias para a devolução dos autos.
Dino, em conjunto com os ministros Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, defendia que o pedido de investigação de Moraes deveria ser votado em conjunto com o do ministro André Mendonça.
O ex-AGU, por sua vez, é alvo de suspeitas, levantadas por Moraes, de abuso de autoridade na sua relatoria do caso Master. Conforme foi antecipado pelo SBT News, o julgamento de Mendonça, previsto para 23 de setembro, foi adiado pelo presidente do STF, Edson Fachin.
Após a sessão, que marcou o ápice das tensões relacionadas à crise na Suprema Corte, o presidente Lula buscou se desassociar de ministros e defendeu investigações imparciais.
“Eu não era presidente quando o Alexandre de Moraes foi indicado para ministro da Suprema Corte. Eu não era presidente quando eles indicaram o Kássio [Nunes Marques]. Eu não era presidente quando eles indicaram o André Mendonça. Todo mundo que cometeu erro em qualquer área deve ser julgado”, disse em podcast.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, buscou associar a crise no STF ao atual governo, relacionando Moraes à Lula.
"Ninguém aguenta mais os ministros do Lula no Supremo melando o Brasil, atrapalhando a nossa democracia. O que nós vimos ontem, do meu ponto de vista, é a esperança do povo brasileiro, que está vivo ainda. Porque sem os ministros do Lula no Supremo, a democracia vive, o Brasil vive, o judiciário vive", afirmou o parlamentar em campanha.















