Política

Datafolha: Lula tem 39% contra 36% de Flávio no 1º turno

Levantamento mostra os candidatos empatados tecnicamente no primeiro turno após crise no STF; segunda etapa tem estabilidade, com 46% de Lula e 44% de Flávio

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Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em atos de campanha | Ricardo Stuckert/Flickr – Vittor Sales/Flickr

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em atos de campanha | Ricardo Stuckert/Flickr – Vittor Sales/Flickr

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (17) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% do senador Flávio Bolsonaro (PL).

O levantamento mostra os candidatos empatados tecnicamente na primeira etapa, com diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Na última pesquisa, divulgada em 11 de setembro, o presidente tinha 39% das intenções, ante 35% do senador.

Na sequência aparecem Augusto Cury, com 6% das intenções (antes eram 6%), Ronaldo Caiado, com 4% (antes eram 4%), Renan Santos (Missão), com 3% (antes eram 3%), e Romeu Zema (Novo), com 2% (antes eram 2%).

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Brancos e nulos são 6% e 3% estão indecisos. Leia abaixo o cenário completo:

  • Lula (PT): 39%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 36%
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 6%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 4%
  • Renan Santos (Missão): 3%
  • Romeu Zema (Novo): 2%
  • Samara Martins (UP): 1%
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 1%
  • Edmilson Costa (PCB): 0
  • Clariana Barão (DC): 0
  • Hertz Dias (PSTU): 0
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0
  • Em branco/nulo/nenhum: 6%
  • Indecisos: 3%

2º turno

No segundo turno, Lula tem 46% e Flávio marca 44%, com diferença dentro da margem de erro. O resultado é o mesmo do último levantamento. Desde o início do mês, o Datafolha aponta para um empate técnico entre os dois candidatos à Presidência, com diferença dentro da margem de erro.

A pesquisa mostrou ainda 8% de votos brancos e 1% de eleitores indecisos em um eventual segundo turno. Leia abaixo o cenário:

  • Lula (PT): 46%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 44%
  • Em branco/nulo/nenhum: 8%
  • Indecisos: 1%

O Datafolha entrevistou 2.002 eleitores de 15 a 17 de setembro. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Folha da Manhã e pelo Grupo Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-04029/2026.

Essa é a primeira divulgação do Datafolha desde a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), realizada nesta terça-feira (15), que julgou se o ministro Alexandre de Moraes deve ser investigado por mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.

No entanto, o julgamento foi suspenso após o ministro Flávio Dino protocolar um pedido de vista, dando a ele mais tempo para analisar o caso. As regras do STF prevêem um prazo de 90 dias para a devolução dos autos.

Dino, em conjunto com os ministros Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, defendia que o pedido de investigação de Moraes deveria ser votado em conjunto com o do ministro André Mendonça.

O ex-AGU, por sua vez, é alvo de suspeitas, levantadas por Moraes, de abuso de autoridade na sua relatoria do caso Master. Conforme foi antecipado pelo SBT News, o julgamento de Mendonça, previsto para 23 de setembro, foi adiado pelo presidente do STF, Edson Fachin.

Após a sessão, que marcou o ápice das tensões relacionadas à crise na Suprema Corte, o presidente Lula buscou se desassociar de ministros e defendeu investigações imparciais.

“Eu não era presidente quando o Alexandre de Moraes foi indicado para ministro da Suprema Corte. Eu não era presidente quando eles indicaram o Kássio [Nunes Marques]. Eu não era presidente quando eles indicaram o André Mendonça. Todo mundo que cometeu erro em qualquer área deve ser julgado”, disse em podcast.

Com estratégia oposta, Flávio Bolsonaro buscou associar a crise no STF ao atual governo, relacionando Moraes à Lula.

"Ninguém aguenta mais os ministros do Lula no Supremo melando o Brasil, atrapalhando a nossa democracia. O que nós vimos ontem, do meu ponto de vista, é a esperança do povo brasileiro, que está vivo ainda. Porque sem os ministros do Lula no Supremo, a democracia vive, o Brasil vive, o judiciário vive", afirmou o parlamentar em campanha.

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