Cappelli: PEC da Segurança 'não resolve os problemas'
Em sabatina ao SBT News, candidato ao GDF diz que proposta é importante, mas defende aumento de efetivos policiais no DF
Warley Júnior, Carla Araújo, Túlio Amâncio
Candidato ao governo do Distrito Federal pelo PSB, Ricardo Cappelli, em sabatina ao SBT News | Reprodução
O candidato ao governo do Distrito Federal Ricardo Cappelli (PSB) afirmou nesta quarta-feira (23), em sabatina ao SBT News, que a PEC da Segurança Pública é importante, mas “não resolve os problemas” do setor no país. Segundo Cappelli, a PEC contribui para consolidar o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), mas precisa ser acompanhada de outras medidas.
“A PEC é importante porque ela ajuda a consolidar o SUSP, o Sistema Único de Segurança Pública. Agora, a PEC resolve o problema da segurança pública no Brasil? Não”, afirmou.
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🔎 A PEC 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública, teve o texto-base aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em setembro, sob relatoria do senador Rogério Carvalho (PT-SE). A proposta chegou da Câmara com o objetivo de ampliar a integração entre os entes federativos na área de segurança e reforçar o combate ao crime organizado. A votação dos destaques remanescentes está prevista para depois do período eleitoral. Depois, o texto ainda precisa passar pelo Plenário do Senado.
Ao falar sobre o Distrito Federal, Cappelli defendeu a ampliação dos efetivos das polícias Militar e Civil e a retomada de modalidades de policiamento ostensivo. Segundo o candidato, a PM do DF já teve cerca de 18 mil integrantes e atualmente conta com aproximadamente 11 mil.
No âmbito nacional, o candidato defendeu aumento dos efetivos da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, além de maior controle das fronteiras e investimentos em tecnologia para monitoramento de portos.
“A PEC é importante, mas é parte do que nós precisamos fazer no Distrito Federal e no Brasil”, acrescentou.
Anistia pelo 8 de Janeiro
Ex-interventor federal na segurança pública do Distrito Federal após os atos de 8 de janeiro de 2023, Cappelli também se posicionou contra iniciativas para conceder anistia aos condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes. Cappelli lembrou que policiais militares ficaram feridos durante os ataques e argumentou que os danos provocados pela depredação dos prédios públicos tiveram de ser custeados com recursos públicos.
“Anistiar seria um péssimo caminho para a democracia brasileira. Acho que quem errou tem que responder pelos seus erros”, disse.
Relação com Lula
Questionado sobre a decisão do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de apoiar Leandro Grass (PT) na disputa pelo governo do DF, Cappelli negou guardar ressentimento e afirmou manter “excelente relação” com o presidente.
“Faz parte do processo democrático. O presidente é do PT. Eu não sou do PT. É natural que o presidente apoie o candidato do partido dele”, declarou.
Cappelli afirmou que PSB e PT integram o mesmo campo político e disse acreditar que terá o apoio de Lula caso avance na disputa. “Tenho certeza que eu vou contar com o apoio dele no segundo turno”, afirmou.
Cappelli: PEC da Segurança 'não resolve os problemas'Em sabatina ao SBT News, candidato ao GDF diz que proposta é importante, mas defende aumento de efetivos policiais no DFEleições2026-09-23T16:33:27.488ZO candidato ao governo do Distrito Federal Ricardo Cappelli (PSB) afirmou nesta quarta-feira (23), em sabatina ao SBT News, que a PEC da Segurança Pública é importante, mas “não resolve os problemas” do setor no país. Segundo Cappelli, a PEC contribui para consolidar o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), mas precisa ser acompanhada de outras medidas. “A PEC é importante porque ela ajuda a consolidar o SUSP, o Sistema Único de Segurança Pública. Agora, a PEC resolve o problema da segurança pública no Brasil? Não”, afirmou. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. 🔎 A PEC 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública, teve o texto-base aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em setembro, sob relatoria do senador Rogério Carvalho (PT-SE). A proposta chegou da Câmara com o objetivo de ampliar a integração entre os entes federativos na área de segurança e reforçar o combate ao crime organizado. A votação dos destaques remanescentes está prevista para depois do período eleitoral. Depois, o texto ainda precisa passar pelo Plenário do Senado. + Segurança no DF Ao falar sobre o Distrito Federal, Cappelli defendeu a ampliação dos efetivos das polícias Militar e Civil e a retomada de modalidades de policiamento ostensivo. Segundo o candidato, a PM do DF já teve cerca de 18 mil integrantes e atualmente conta com aproximadamente 11 mil. No âmbito nacional, o candidato defendeu aumento dos efetivos da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, além de maior controle das fronteiras e investimentos em tecnologia para monitoramento de portos. “A PEC é importante, mas é parte do que nós precisamos fazer no Distrito Federal e no Brasil”, acrescentou. Anistia pelo 8 de Janeiro Ex-interventor federal na segurança pública do Distrito Federal após os atos de 8 de janeiro de 2023, Cappelli também se posicionou contra iniciativas para conceder anistia aos condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes. Cappelli lembrou que policiais militares ficaram feridos durante os ataques e argumentou que os danos provocados pela depredação dos prédios públicos tiveram de ser custeados com recursos públicos. “Anistiar seria um péssimo caminho para a democracia brasileira. Acho que quem errou tem que responder pelos seus erros”, disse. Relação com Lula Questionado sobre a decisão do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de apoiar Leandro Grass (PT) na disputa pelo governo do DF, Cappelli negou guardar ressentimento e afirmou manter “excelente relação” com o presidente. “Faz parte do processo democrático. O presidente é do PT. Eu não sou do PT. É natural que o presidente apoie o candidato do partido dele”, declarou. + Cappelli afirmou que PSB e PT integram o mesmo campo político e disse acreditar que terá o apoio de Lula caso avance na disputa. “Tenho certeza que eu vou contar com o apoio dele no segundo turno”, afirmou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/cappelli-pec-da-seguranca-nao-resolve-os-problemas