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Mediadores retomam conversas de cessar-fogo no Oriente Médio

Negociações foram retomadas à margem da Assembleia da ONU, enquanto Trump e Pezeshkian trocaram acusações durante os discursos

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SBT News, com informações da Reuters
Embarcações no Estreito de Ormuz, vistas de Musandam, Omã. | REUTERS/Stringer

Embarcações no Estreito de Ormuz, vistas de Musandam, Omã. | REUTERS/Stringer

Mediadores dos Estados Unidos e do Irã retomaram as conversas para tentar chegar a um acordo de cessar-fogo e encerrar o conflito no Oriente Médio, que já dura quase sete meses. Apesar do avanço tímido nas tratativas, informações da agência Reuters desta quarta-feira (23) apontam que nenhum dos lados demonstrou mudança em suas posições e exigências.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, e os enviados dos Estados Unidos, Steve Witkoff e Jared Kushner, trataram do assunto por meio de mediadores à margem da Assembleia Geral da ONU, realizada em Nova York, nos Estados Unidos. Esta é a primeira rodada de negociações desde julho, quando as tratativas foram interrompidas devido a divergências.

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Nesta quarta-feira (23), o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, discursou no segundo dia da Assembleia e reagiu às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o Irã é um Estado terrorista.

Pezeshkian acusou os Estados Unidos e Israel de alvejarem civis. Além disso, afirmou que “não haverá paz no Oriente Médio enquanto não houver justiça na Palestina”.

“Eu tinha preparado um discurso, mas depois que os Estados Unidos nos descreveram como terroristas, tive de mudá-lo”, afirmou. “Eles nos acusam de terrorismo, mas eles são os terroristas, alvejando civis e rompendo leis internacionais.”

A fala do líder iraniano ocorreu após Donald Trump também citar a guerra em seu discurso na Assembleia, na terça-feira (22). O presidente norte-americano atacou o Irã ao dizer que a República Islâmica é o “maior patrocinador do terrorismo do mundo” e que pode ser aniquilada. Ele disse, também, considerar medidas econômicas contra o Irã e defendeu as ações militares no Oriente Médio até que os objetivos dos EUA sejam alcançados.

Ainda assim, reconheceu a possibilidade de concretizar um acordo de cessar-fogo, sobretudo em razão das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

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