Pix terá novas regras para proteger vítimas de golpes; veja quais
A partir de fevereiro, entra em vigor o Mecanismo de Devolução Especial (MED) 2.0


Exame.com
Quem caiu em um golpe financeiro através do Pix terá uma nova camada de proteção a partir de fevereiro.
O Banco Central (BC) anunciou no final do ano passado o Mecanismo de Devolução Especial (MED) 2.0, que se trata do conjunto de regras e de procedimentos operacionais destinado a viabilizar a devolução de um Pix em casos de fraude e de falha operacional.
O MED não é novidade, mas possui eficácia limitada. Em 2025, apenas cerca de 9,3% do valor contestado foi recuperado. Isso porque o bloqueio e devolução ocorre apenas na primeira conta recebedora dos recursos fraudulentos.
A trava, no entanto, não é totalmente eficaz, já que o dinheiro do golpe é rapidamente pulverizado entre outras contas.
"Para aumentar a taxa de recuperação de valores é necessário rastrear o caminho do dinheiro além da primeira conta", informou o BC em apresentação.
Como vai funcionar o MED 2.0?
Com a implementação do MED 2.0, o mecanismo passa a contar com um sistema de rastreamento que vai além da primeira conta recebedora dos recursos.
A mudança amplia a chance de recuperação de valores subtraídos em fraudes e golpes. Também permite identificar com mais precisão as contas envolvidas nas transações irregulares.
Além disso, eleva o custo para fraudadores, ao dificultar a dispersão do dinheiro e aumentar o risco de identificação.
O funcionamento será o seguinte: assim que um golpe for denunciado, o sistema fará o bloqueio automático da conta que recebeu os recursos.
Caso não haja mais saldo nessa conta, o mecanismo seguirá o rastro da transferência e tentará bloquear a conta seguinte. O processo se repete sucessivamente, acompanhando o caminho do dinheiro.
Segundo o BC, a comunicação da fraude poderá ser feita diretamente pelo aplicativo do banco.








