Brasil

Operações nacionais para conter violência contra a mulher prendem mais de 5 mil suspeitos

Iniciativas integram o Pacto de Nacional Enfrentamento ao Feminicídio; ações ocorreram entre fevereiro e março

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Dois homens algemados com as mãos para trás, sendo guiados por dois policiais militares até uma delegacia

O governo Lula (PT) apresentou nesta sexta-feira (6) os resultados de duas operações integradas para o enfrentamento da violência contra a mulher. As ações levaram às prisões de mais de 5 mil suspeitos de crimes como feminicídio, estupro, lesão corporal e ameaça.

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As ações, que fazem parte o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio, foram iniciadas em fevereiro sendo: a Operação Mulher Segura, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e a Operação Alerta Lilas, conduzida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A primeira, realizada entre 19 de fevereiro e 5 de março, resultou em 4.936 prisões, com 3.199 em flagrante e 1.737 em cumprimento de mandados de prisão em aberto e prisões por descumprimento de medidas protetivas, segundo dados consolidados pelo MJSP. A operação teve a participação de cerca de 38 mil policiais.

"Esta mobilização nacional não é apenas uma operação policial. Ela é parte de uma estratégia de Estado para enfrentar os ciclos de violência que levam ao feminicídio", afirmou a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, durante coletiva de imprensa na sede da PRF em Brasília.

Já a Operação Alerta Lilás, realizada entre 9 de fevereiro e 5 de março, resultou em 302 prisões por diversos crimes relacionados à violência contra a mulher. Foram cumpridos, por exemplo, 215 mandados de prisão contra suspeitos que não pagaram de pensão alimentícia e 27 contra suspeitos de estupro de vulnerável.

Ambas as operações integram o plano de trabalho apresentado na quarta-feira (4) pelo Comitê Interinstitucional de Gestão do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio, que tem o objetivo de organizar, integrar e consolidar as ações prioritárias previstas no compromisso firmado no mês passado por Executivo, Legislativo e Judiciário.

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